Segundo a CNM, 82,1% dos prefeitos acham impossível volta às aulas
Para retomar as aulas presenciais, seguindo todos os protocolos de prevenção ao covid-19, o Maranhão necessitaria de R$ 39,2 milhões só com custos de EPIs, segundo estimativa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Desse total, R$ 6,5 milhões seriam para adequação das escolas da rede estadual e R$ 32,7 milhões das redes municipais.
Recentemente, o governador Flávio Dino (PCdoB) praticamente descartou a volta das aulas, ainda este ano, mas não mencionou dificuldades com gastos, mas insegurança aponta por estudantes, professores e pais de alinos.
No dia 04 de setembro, a Secretaria Estadual de Educação divulgou o resultado de uma nova pesquisa, segundo a qual, 54,58% dos entrevistados não são favoráveis a volta das aulas presenciais, contra 45,42%. Quando questionados individualmente, 56,1% dos estudantes foram a favor do retorno, contra 43,6%.
De acordo com o levantamento, entre os pais ou responsáveis, 63,7% relataram que não se sentem seguros com o retorno das aulas, enquanto 36,3% acreditam que elas devem voltar. Mais de 80% dos professores da rede estadual afirmaram que não consideram viável a volta das atividades, contra 19,6%.

Custos com segurança – De acordo com o estudo Desafios Educacionais na Pandemia em 2020 da CNM, com as aulas presenciais ainda suspensas, o cenário ainda é de incertezas e preocupações para muitos prefeitos de todo o país, dos quais 82,1% (3.275 municípios) acreditam não ser possível retomar as
aulas presenciais neste ano. Apenas 17% (677) veem a possibilidade de reabrir as escolas em 2020, desde que assegurada pelas autoridades sanitárias e de saúde a queda de contágio do coronavírus ou a oferta de vacina que possibilite o retorno à escola com segurança.
O estudo mostra que, do ponto de vista sanitário, o cenário complexo da retomada das aulas presenciais deve ter um olhar ampliado para todos os pontos da discussão, inclusive os custos envolvidos.
“Referimos custos com a preparação e execução de atividades no âmbito da comunidade escolar: transporte; fluxos de ingresso e saída da escola; alimentação; processos de trabalho próprios das atividades escolares (espaços em comum, banheiros, salas de aula, espaços de convivência de professores e auxiliares etc.) além da logística dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Nesse sentido a CNM realizou uma simulação
de uso de EPI em atividades básicas das Escolas e verificou o quantitativo e valores por Região e Unidade da Federação. Esse levantamento teve como base o número de alunos matriculados nos Municípios, em escolas municipais e estaduais”, diz o estudo.
(Com informações da CNM)

