Espanha, Irlanda e Noruega reconhecem Palestina como estado 

Em visita a Israel, o senador republicano Lindsey Graham (incluído na lista de terroristas e extremistas da Rússia) prometeu apresentar um projeto de lei para reconhecer a Autoridade Nacional Palestina (ANP) como uma organização terrorista. O anúncio é feito em meio ao aumento da pressão internacional pelo fim da guerra em Gaza.

“A Autoridade Palestina, na forma em que foi criada hoje, é uma organização terrorista. Eu voltarei [para os Estados Unidos] e apresentarei um projeto de lei para que, pelas leis norte-americanas, seja considerada uma organização terrorista até que sua política mude”, disse o senador em uma coletiva de imprensa em Tel Aviv.

“A administração palestina não é a solução do problema, é o próprio problema”, acrescentou Graham. Porém a ANP é reconhecida internacionalmente como órgão legítimo do governo palestino, inclusive sendo um membro observador na Organização das Nações Unidas (ONU).

Além disso, países europeus reconheceram de forma inédita na última semana a Palestina como um Estado, em resposta aos crescentes ataques israelenses na Faixa de Gaza.

A atuação da Autoridade Palestina, apesar disso, é limitada a uma porção da Cisjordânia, depois que militantes do Hamas tomaram o controle do enclave, em 2007.

Reconhecimento – Na última terça-feira (28), entrou em vigor o reconhecimento do Estado palestino nas fronteiras de Jerusalém Oriental, Cisjordânia e Faixa de Gaza por Espanha, Noruega e Irlanda. Com a medida, 142 dos 193 membros da ONU passaram a considerar oficialmente a região um Estado, incluindo todos os países que fazem parte do BRICS.

O Itamaraty chegou a divulgar um comunicado à imprensa, nesta quarta (29), saudando o anúncio. Segundo a chancelaria brasileira, o “crescente número de países que reconhecem o Estado da Palestina constitui notável avanço histórico”.

A nota foi emitida horas após o governo Lula publicar no Diário Oficial da União que o embaixador brasileiro em Israel fora redirecionado do seu posto e seguiria para Genebra, a fim de se tornar o representante do Brasil na Conferência sobre Desarmamento.

A medida mostrou uma clara insatisfação diplomática de Brasília com Tel Aviv.

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