Empresário diz que jamais fez pregação de golpe de estado
Em entrevista ao programa Pingo no Is da Jovem Pan News, na tarde desta terça-feira (23), o empresário Luciano Hang, proprietário da rede de lojas Havan, minimizou os diálogos travados por ele e um grupo de amigos em grupos de internet e que foi motivo de operação policial nesta terça-feira (23) por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, nunca passou pela sua cabeça apoiar um golpe de estado, até porque tem certeza de que Jair Bolsonaro vai ganhar no primeiro turno.
“Se vamos ganhar no primeiro turno, por que pensar em golpe?”, questionou. De acordo com ele, a única que emitiu nos diálogos desse grupo foi a de que acredita que vindo mais quatro anos de Jair e oito de Tarcísio de Freitas, como seu sucessor, o Brasil se livra de vez da esquerda.
No grupo de WhatsApp da sua empresa, ele postou uma nota esclarecendo o ocorrido. Hang disse que foi surpreendido com um mandado de busca e apreensão expedido pelo Ministro do STF, Alexandre de Moraes. Luciano disse que estava trabalhando em sua empresa, às 06h da manhã, quando a Polícia Federal o abordou e recolheu seu telefone celular.
O inquérito foi cumprido por causa da matéria publicada na coluna do jornalista Guilherme Amado, do Metrópoles, no dia 17/08, com o título: “Exclusivo. Empresários bolsonaristas defendem golpe de Estado caso Lula seja eleito; veja zaps”.
O empresário reafirma que a matéria foi irresponsável e não retratou a verdade.
“Eu nunca falei de STF ou de golpe. O jornalista, de forma leviana e sensacionalista, usou trechos desconexos de conversas e a tirou de contexto”, afirma.
A fala de Luciano no grupo Empresários & Política foi a seguinte: “Mais 4 anos de Bolsonaro, mais 8 de Tarcísio e aí não terá mais espaço para esses vagabundos”, disse se referindo aos políticos conhecidos e que estão há décadas no poder.
A mensagem de Luciano foi uma resposta à fala do empresário Roberto Mota, que falava sobre eleições e não sobre poderes.
Segue fala do empresário na íntegra:
“Sigo tranquilo, pois estou ao lado da verdade e com a consciência limpa. Desde que me tornei ativista político prego a democracia e a liberdade de pensamento e expressão, para que tenhamos um país mais justo e livre para todos os brasileiros.
Eu faço parte de um grupo de 250 empresários, de diversas correntes políticas, e cada um tem o seu ponto de vista. Que eu saiba, no Brasil, ainda não existe crime de pensamento e opinião. Em minhas mensagens em um grupo fechado de WhatsApp está claro que eu NUNCA, em momento algum falei sobre Golpe ou sobre STF. Eu fui vítima da irresponsabilidade de um jornalismo raso, leviano e militante, que infelizmente está em parte das redações pelo Brasil”.




