O príncipe Charles é o novo rei da Inglaterra
Com a morte de sua mãe, a rainha Elizabeth II, o príncipe Charles, aos 73 anos, tornou-se o novo monarca e rei do Reino Unido e dos 14 reinos da comunidade. Da nova geração dos Windsor, ele terá como nome protocolar Rei Charles III.
“A morte de minha querida mãe, a rainha, é um momento de muita tristeza para mim e para todos os membros da minha família. Nós estamos de luto profundo pela morte de uma soberana querida e uma mãe muito amada. Eu sei que sua morte será sentida profundamente pelo país, pela Commonwealth e por incontáveis pessoas pelo mundo”, disse Charles.
Em seu primeiro comunicado como rei, ele ainda apontou que, “durante este período de luto e mudança, minha família e eu seremos confortados e sustentados pelo nosso conhecimento do respeito e do profundo carinho tão profundamente cultivado pela rainha.”

De acordo com a imprensa britânica, ao contrário de sua mãe, que era conhecida por manter suas opiniões pessoais em sigilo, o novo rei não esconde quais as causas que realmente importam para ele.
Ao moldar seu papel como herdeiro, ele dedicou seu tempo a algumas das questões sociais mais importantes do nosso tempo, construindo relacionamentos inter-religiosos, defendendo a causa das mudanças climáticas e tornando-se uma das figuras mais respeitadas do mundo em questões ambientais.
Além disso, defendeu medicamentos homeopáticos no sistema de saúde público e melhores equipamentos para os soldados britânicos no Iraque.

Como rei, ele terá encontros semanais com o primeiro-ministro, assim como reuniões onde terá o direito de ser consultado, de encorajar e mesmo de alertar. Cada palavra sua será examinada, para garantir que, como monarca constitucional, ele permaneça politicamente neutro, escreve o portal Sky News.
Rei impopular – Ao longo de sua vida como princípio, Charles acumulou polêmicas, sobretudo pelo seu casamento fracassado, seguido pela morte da princesa Diana.
Charles e Diana tiveram o primeiro filho, William, em junho de 1982, seguido pelo segundo, Harry, que nasceu em setembro de 1984. Ele estabeleceu um precedente ao ser o primeiro pai real a estar presente no nascimento de seus filhos.

A separação aconteceu em 1996, embora a princesa tenha admitido, em 1986, que estava “profundamente apaixonada” por outra pessoa (que se acredita ser o oficial de proteção real, Barry Mannakee). Um ano após seu divórcio com Charles, Diana morreu em um acidente de carro em Paris junto com seu parceiro Dodi Fayed.
Em 2015, depois anos brigando na justiça, o jornal The Guardian, ganhou o direito de revelar o conteúdo de 27 cartas de próprio punho que o príncipe endereçou a integrantes do governo para, suspeita-se, interferir em suas decisões.
O caso ficou conhecido como os “arquivos aranha negra”, apelido que ganharam as missivas por causa da caligrafia peculiar do príncipe herdeiro.
Atualmente, ele é presidente ou patrono de mais de 420 organizações e a cada ano suas instituições de caridade arrecadam mais de US$ 99,9 milhões (R$ 520,3 milhões) para boas causas.

(Agência Sputnik)

