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    Home»Vida Rural»Rebanho bovino no Brasil cresce 1,5% em 2020 e chega a 218,2 milhões de cabeças
    Vida Rural

    Rebanho bovino no Brasil cresce 1,5% em 2020 e chega a 218,2 milhões de cabeças

    By Arcenildo Martins29 de setembro de 2021Nenhum comentário7 Mins Read
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    Mato Grosso segue líder, com 32,7 milhões de cabeças

    O rebanho bovino cresceu pelo segundo ano consecutivo em 2020, após dois anos seguidos em queda, segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada hoje (29) pelo IBGE. A produção de leite de vaca também cresceu, chegando à marca recorde de 35,4 bilhões de litros, aumento de 1,5% em relação ao ano anterior. O valor de produção do leite atingiu R$ 56,2 bilhões.

    No caso dos bovinos, a alta de 1,5% garantiu a marca de 218,2 milhões de cabeças de gado, segundo maior rebanho da série histórica iniciada em 1974. A alta do preço do boi gordo, do bezerro e o crescimento nas exportações de carne contribuíram para o aumento do rebanho no ano, já que o produto esteve mais valorizado.

    “Havíamos passado por um período de abate de fêmeas gerando uma redução no número de animais e bezerros e isso fez com que o preço da arroba subisse. Hoje estamos num cenário de retenção de fêmeas, que, em vez de irem para o abate, são utilizadas para gerar novos animais, recompondo o rebanho”, explica Mariana Oliveira, supervisora da PPM.

    Mato Grosso segue líder, com 32,7 milhões de cabeças e alta de 2,3% ante 2019. Entre as grandes regiões, o maior crescimento em número absoluto de rebanho bovino ocorreu no Norte: 5,5%, ou mais 2,7 milhões de cabeças, somando 52,4 milhões. O Centro Oeste respondeu por 34,6% do total (75,4 milhões).

    A cidade de São Félix do Xingu (PA) continuou líder no ranking de bovinos do país, com 2,4 milhões de cabeças de gado e alta de 5,4%, no ano.

    Valor da produção – O valor de produção dos principais produtos pecuários cresceu 27,1% em 2020, chegando a R$ 75,45 bilhões. A produção de leite concentrou 74,9% deste valor, seguida pela produção de ovos de galinha (23,6%), mel (0,8%), ovos de codorna (0,5%), lã (0,1%) e casulos de bicho da seda (0,1%). O maior valor de produção foi na região Sudeste, com 36,3% do total, seguida pela região Sul, com 31,9% (R$ 24,04 bilhões). Minas Gerais foi líder em valor de produção: R$ 17,8 bilhões, sendo 89,8% desse total (R$ 15,99 bilhões) proveniente da produção de leite.

    Produção de leite – A produção de leite de vaca também cresceu em 2020, chegando a 35,4 bilhões de litros, um aumento de 1,5% em relação ao ano anterior. O valor de produção atingiu R$ 56,2 bilhões. Essa alta vem do ganho de produtividade, já que o efetivo de 16,2 milhões de vacas ordenhadas foi 0,8% menor em relação ao ano anterior. Minas Gerais continua líder na produção de leite: 9,7 bilhões de litros, ou 27,3% do total, nacional, com alta de 2,6% no ano.

    Dos dez principais municípios nesse segmento, sete são mineiros, mas o primeiro lugar coube a Castro, no Paraná, responsável por 363,9 milhões de litros de leite, com alta anual de 30,0% e valor de produção chegando a R$ 651,4 milhões. Em segundo lugar veio Carambeí (PR), com alta de 24,9% em sua produção, totalizando 224,8 milhões de litros de leite, e R$ 402,4 milhões em valor de produção. Patos de Minas (MG) caiu para a terceira posição, com 195,0 milhões de litros (-0,4%) e com valor de produção de R$ 352,9 milhões (alta de 39,7%).

    Rebanho de suínos – O rebanho de suínos cresceu 1,4% em 2020, somando 41,1 milhões de cabeças. Segundo Mariana, isso faz do Brasil o país com o quarto maior efetivo de suínos, o quarto maior produtor mundial de carne suína e o quarto maior exportador. O número de matrizes teve a terceira alta consecutiva (1,4%) e chegou a 4,8 milhões de cabeças.

    Santa Catarina manteve a liderança entre os estados, com 7,8 milhões de cabeças e alta de 2,8% no ano. Entre os municípios, Toledo (PR) foi o maior produtor, com 1,2 milhão de suínos, ou 2,9% do total nacional. A seguir, vieram Rio Verde (GO), com 660,0 mil cabeças, e Uberlândia (MG), com 632,2 mil.

    Produção de ovos – A produção de ovos de galinha cresceu 3,5% e alcançou a marca de 4,8 bilhões de dúzias, sendo que 83,1% foram provenientes de granjas de médio e grande porte, de acordo com informações da POG, pesquisa do IBGE que levanta tais dados. Com rendimento de R$ 17,8 bilhões, a produção foi mais um recorde da série histórica que, desde 1999, aumenta a cada ano. “Em 2020, e em particular na pandemia, o ovo foi uma fonte de proteína alternativa mais acessível”, diz Mariana.

    São Paulo seguiu como o maior produtor, responsável por 25,6% do total, seguido pelo Paraná (9,4% do total nacional) e Minas Gerais (8,5%). Os cinco principais municípios produtores não mudaram: Santa Maria de Jetibá (ES), Bastos (SP), Primavera do Leste (MT), São Bento do Una (PE) e Itanhandu (MG).

    A pesquisa também mostra que o número de galinhas criadas para produção de ovos cresceu 2%, somando 252,6 milhões. São Paulo teve o maior efetivo, com 21,4% do total nacional, seguido por Paraná (9,9%), Minas Gerais (8,3%), Rio Grande do Sul (7,9%) e Espírito Santo (7,2%). Os três municípios líderes são Santa Maria de Jetibá (ES), Bastos (SP) e São Bento do Una (PE).

    Já o total de galináceos, que inclui galos, galinhas, frangos, frangas, pintinhos e pintainhas, ficou em 1,5 bilhão de aves, 1,5% maior que no ano anterior, com acréscimo de 21,7 milhões de animais.

    Produção de mel – A produção nacional de mel atingiu 51,5 mil toneladas, um aumento de 12,5% em relação a 2019. O valor de produção também aumentou, para R$ 621,5 milhões. “Houve aumento de 52,2% nas exportações, favorecidas pela alta do dólar ao longo do ano de 2020, resultando na redução da oferta de mel em solo nacional. Isso levou ao aumento do preço, o que contribuiu para o acréscimo de 26,2% do valor de produção”, diz Mariana.

    Os maiores produtores são Paraná, responsável por 15,2% da produção nacional, e Rio Grande do Sul com 14,5%. No Nordeste, os destaques foram Piauí, Bahia e Ceará, que responderam por 11,0%, 9,7% e 7,6% do total nacional.

    Em 2020, a maior produção de mel foi em Arapoti (Paraná), que ultrapassou Ortigueira (PR) e Botucatu (SP), agora segundo e terceiro lugares no ranking, seguidos por Itatinga (SP) e Campo Alegre de Lourdes (BA).

    Criação de peixes – A criação de peixes em cativeiro (piscicultura) também avançou 4,3%, totalizando 551,9 mil toneladas em 2019. Os três principais estados produtores não mudaram: Paraná, com 25,4% do total nacional; São Paulo (10,0%) e Rondônia (8,7%). Nova Aurora (PR), segue como principal município produtor, responsável por 3,6% da produção nacional e 14,1% da produção do estado.

    Com alta de 6,1%, a Tilápia continuou sendo a principal espécie, respondendo por 62,3% do total de peixes produzidos ou 343,6 mil toneladas. A região Sul responde por 48,2% do total da espécie produzido no país em 2020. O Tambaqui é a segunda espécie mais produzida, com 100,6 mil toneladas, provenientes, principalmente, da região Norte (73,0% do total).

    A produção de camarão criado em cativeiro cresceu 14,1%, totalizando 63,2 mil toneladas. O valor de produção da carcinicultura foi de R$ 1,3 bilhão, alta de 9,3% em relação a 2019. O Nordeste é líder absoluto responsável por 99,6% da produção do país. Na região, destacam-se o Rio Grande do Norte (34,8%) e o Ceará (33,2%). Aracati (CE), após dois anos como segundo maior produtor, retornou para o primeiro lugar, com 3,9 mil toneladas, alta de 31,1%. Pendências (RN), após dois anos como maior município produtor, retornou para segundo lugar, com 3,7 mil toneladas.

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