A zona rural é uma das primeiras regiões a ver a transformação 

Antes de completar dois meses da nova gestão, a Prefeitura Municipal de Governador Nunes freire já conseguiu acabar com um dois problemas mais resistentes e que já se arrasta há década. Trata-se do alagamento que se criava no Baixo do Santo Antônio nos períodos de chuva.

O baixo dá acesso aos povoados CR Almeida, Portão, Vila União e outros e recebeu uma importante intervenção que deverá solucionar um problema de várias décadas que assolava a população e que nunca teve a atenção dos gestores municipais anteriores.

No período chuvoso o Baixo do Santo Antônio inundava a ponto de as pessoas e até veículos pequenos, como motos e bicicletas, só passarem com canoas. A situação induzia a uma comercialização informal em que os moradores de CR Almeida e povoados vizinhos tinham que pagar pela travessia ao preço de, em média dez reais.

Pondo fim de forma definitiva a essa situação, a Prefeitura Municipal de Governador Nunes Freire está aterrando o Baixo à altura de um metro e meio. São sete mil metros cúbicos de aterramento, com destaque para a colocação de bueiros, o que, ao invés de bloquear a passagem dos córregos, permite o fluxo livre da água passando por debaixo da estrada, transformando-a em uma obra ecológica e assegurando que nunca mais o córrego transborde.

O prefeito Josimar da Serraria destaca que foi uma obra difícil, mas, fundamental para tirar as pessoas do isolamento.

“Todos os anos a enchente do Baixo do Santo Antônio deixava os nossos povoados isolados. Era um trabalho grande, talvez por isso os prefeitos anteriores tivessem dificuldades, mas que eu, acho que encontrei a solução: boa vontade, o querer fazer, o querer servir. É isso que estamos fazendo.

A população da região comemora o primeiro inverno em que não terá que passar pelo dilema do isolamento. O comerciante Valdeci Pereira já estava preocupado, pois teria que se deslocar até a sede para abastecer seu estabelecimento.

“Vai melhorar. Eu já estava preocupado com essa situação. Sou comerciante pequeno e não tenho como fazer estoque. Tenho que comprar as coisas toda semana na sede do município”, relatou.

Já o aposentado Juarez lembra dos tempos difíceis em que teve que atravessar várias vezes com coisas na cabeça, ou mesmo pagar para atravessar:

“Antigamente eram muitas pessoas passando por dificuldades. Era gente atravessando de cano, outros quase afogando passando por dentro da água… a enxurrada da água até carregava carros e motos. Agora, não. Nesse inverno tudo vai ser diferente. Vamos passar por cima da estrada, caminhando”, comemorou o aposentado.

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