Single precede próximo álbum do instrumentista
Em um ato de celebração com a torcida vascaína, o multi-instrumentista Antonio Neves mergulha em todas as nuances do samba em seu novo single “Dinamite”, disponível em todas as plataformas a partir desta sexta-feira (10). Parceria com Glauber Seixas, a faixa também é uma clara homenagem a Roberto Dinamite – maior ídolo do clube – em uma narrativa que aos poucos se transforma em uma explosão da alegria e euforia típicas dos estádios de futebol.
Antonio Neves abre alas para uma nova fase na carreira com “Dinamite”. Com um novo álbum previsto para maio de 2024, o artista se distancia dos caminhos mais obscuros e melancólicos de seus trabalhos anteriores enquanto se aprofunda nas minúcias do gênero que o acompanha desde o início: o samba.
Envolto em um clima descontraído, o single nos transporta para botequins e gafieiras através do trombone, instrumento que marca não só a obra do próprio Antonio Neves, mas também de outros grandes nomes como Cartola, Nelson Cavaquinho, João Nogueira e Elton Medeiros.
“‘Dinamite’ foi uma música que criei a partir da percepção da personalidade em geral do vascaíno que, mesmo nos últimos anos difíceis de demonstrar otimismo, sempre apoia o time principalmente por sua linda história. A faixa também é uma homenagem a Roberto Dinamite, maior ídolo do time que nos deixou ano passado e aproveitando a onda saudosista lembro também dos meus ídolos sambistas e músicos torcedores do Gigante da Colina.”
Em quase 20 anos de carreira, Antonio Neves apresenta parcerias com grandes nomes da música brasileira como Alaíde Costa, Marisa Monte, Moreno Veloso e Ana Frango Elétrico. Transitando por entre ritmos que vão do popular ao erudito, passando pelo Jazz e pelo Rock, o jovem arranjador nunca se desconectou de suas raízes.
Para além do seu time do coração, “Dinamite” também é uma homenagem ao início de sua trajetória, quando, aos 14 anos de idade, tocava em shows de samba de gafieira que aconteciam na Lapa, famoso bairro boêmio do Rio de Janeiro.
“É o Samba. Seja de gafieira ou uma roda de botequim. Eu desde pequeno frequento rodas de choro e samba. É um gênero musical que sempre quando quero ouvir música mas não sei o que escutar acabo botando pra ouvir. Acho que está no nosso inconsciente”.
Sobre Antonio Neves – O jovem arranjador e multi-instrumentista Antonio de Moraes Neves é um filho pródigo da noite carioca. Começou a tocar profissionalmente aos 14 anos de idade, em shows de samba de gafieira no tradicional bairro boêmio da Lapa, Rio de Janeiro. Ascendeu entre seus pares pouco a pouco até estar acompanhando nomes de destaque da cena nacional como Teresa Cristina, Hamilton de Holanda, Leo Gandelman e o próprio pai, o renomado maestro e instrumentista Eduardo Neves (que, por sua vez, tendo acompanhado os maiores nomes de nossa música popular, de Hermeto Pascoal a Paulinho da Viola, lecionou linguagem musical na Juilliard School of Music e na California Jazz Conservatory).
Antonio se inicia musicalmente entre a “cozinha” e o naipe. Começando a carreira como baterista, logo se tornaria também exímio trombonista e arranjador. Com o passar dos anos, amadureceu sua técnica e passou com fluência e desenvoltura entre os ritmos que a cidade do Rio de Janeiro tem a oferecer: do regional ao universal, do popular ao erudito, do samba ao rap, dos ritmos latinos ao jazz, passando pelo bom e velho rock’n’roll (foi arranjador do aclamado álbum Little Electric Chicken Heart, de Ana Frango Elétrico, eleito Revelação Musical de 2019 pela APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte).
Neste ínterim, viaja o mundo acompanhando artistas como Moreno Veloso, Kassin, Leo Gandelman, além de gravar nos discos Jobim, Orquestra e Convidados (2017, Biscoito Fino), com os músicos Mário Adnet e Paulo Jobim; e Elza Soares Canta e Chora Lupi (2017, Coqueiro Verde Records), vencedor do Prêmio Multishow da Música Brasileira na categoria Melhor Álbum de 2017. De lá para cá, vem se destacando como um dos mais aclamados arranjadores de sua geração, após assinar os arranjos de metais dos álbuns “Portas” de Marisa Monte e “O que meus calos dizem sobre mim” de Alaíde Costa.
Ficha Técnica
- Composição: Antonio Neves e Glauber Seixas
- Bateria: Thiaguinho Silva
- Baixo, Cavaquinho, Percussão: Loddo
- Violão: Glauber Seixas
- Violão 7 Cordas: Rogério Caetano
- Voz e Trombones: Antonio Neves

