Análise aponta os principais pontos positivos e os riscos 

As ações do Grupo Mateus (GMAT3), segundo reportagem do Money Time desta quarta-feira (17), com base em análise do Banco Safra, são as melhores para investimentos no setor varejista de alimentos, estando muito descontadas na comparação, por exemplo, com as Carrefour (47%) e Pão de Açúcar (32%).  O banco, que faz uma avalição positiva da empresa, mas alerta para os seguintes riscos: a empresa desde 2011 recebe benefícios do Estado do Maranhão, o que pode não ser mantido com a reforma tributária, e destaca ainda que sem o volume de dinheiro que havia no período do Auxílio Emergencial, suas vendas podem  diminuir.

O Banco Safra apresenta como uma das principais seguranças para solidez da empresa o fato de suas unidades estarem muitos concentradas, já que o grupo opera em três estados – Maranhão, Piauí e Pará – o que facilita as operações de logística para abastecimento das lojas. Outra vantagem para os investidores é a forte participação da bandeira Camiño nas operações da empresa.

Acompanhe um resumo da análise do Banco Safra sobre os negócios do Grupo Mateus

Nos últimos anos, o Grupo Mateus desenvolveu uma estratégia assertiva, que resultou no maior crescimento em vendas (18,9% de 2017-2019) entre os varejistas de alimentos lno Brasil, tornando-se o quarto maior nas regiões Norte e Nordeste.

O Grupo Mateus opera principalmente nos estados do Maranhão, Pará e Piauí – estados de baixo desenvolvimento econômico e alta capacidade de crescimento – que, juntamente com sua alta exposição ao atacarejo, ajudou a alcançar uma combinação atraente de alto crescimento e alto retorno.

Para se destacar dos principais players da região, o Grupo Mateus desenvolveu uma unidade de produção de panificação e uma central de fatiamento e porcionamento próximo à sua sede, em São Luiz. O elevado nível de serviço não é exclusividade dos mercados Super e Hiper, estando presentes também no Mix Atacarejo (atacarejo) e Super Camiño (mini atacarejo).

Apesar dos níveis de serviço mais elevados, cada secção de loja tem o seu próprio P&L, garantindo o elevado nível de serviço, mas também a rentabilidade das suas lojas.

Impacto do coronavaucher – O Coronavoucher impulsionou o Grupo Mateus em 2020, e o recuo em 2021 é o principal risco. O plano emergencial de R$ 600 ajudou a sustentar a massa salarial durante a pandemia, dando um impulso extra ao varejo, especialmente para produtos que atendiam a funcionários de home office, incluindo alimentos básicos.

Apesar de impulsionar todo o setor, o auxílio teve impacto mais significativo no Norte e Nordeste. Durante a pandemia, 38% dos habitantes do Maranhão e do Pará (principal área de atuação do Grupo Mateus) receberam benefício, enquanto em São Paulo essa participação foi de 28%.

No segundo trimestre de 2020, o Maranhão apresentou aumento de 39% na massa de rendimentos com ajuste sazonal, enquanto o Pará cresceu 49%. “Acreditamos que o Grupo Mateus deve continuar em forte crescimento. No entanto, devemos ver uma queda acentuada no crescimento da linha superior com o término do Coronavoucher”, alerta.

Vantagens para investir

  1. Alto nível de serviço e lucratividade;
  2. O Mini Cash-and-Carry deve ser um dos principais motores de crescimento do Grupo Mateus, com um cenário competitivo benigno;
  3. Valuation atrativo de GMAT3 quando comparado com os outros players do setor de varejo de alimentos.

Riscos para quem vai investir

  1. O fim do auxílio emergencial pode ter um impacto negativo na atividade de varejo;
  2. Desde 2011, o Grupo Mateus possui benefício fiscal no estado do Maranhão. Porém, uma possível reforma tributária, ou expansão para outros estados da região, traz o risco de aumento do imposto de renda da empresa.
  3. Boom no preço das commodities e consequente inflação dos alimentos.

 

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