Vacinas estão vendidas 100% para o Ministério da Saúde para distribuição simultânea aos estados
Governador de São Paulo, João Doria (PSD), fez a primeira vacinação no Brasil, tão logo houve o anúncio emergencial e experimental das vacinas CoronaVac e AstraZeneca pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em entrevista no mesmo horário, disse que poderia ter começado a vacinação, mas não é o momento de fazer marketing.
A primeira pessoa vacinada no Brasil é a enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, que recebeu a dose da CoronaVac, vacina desenvolvida pela Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, neste domingo (17), no Hospital das Clínicas, em São Paulo (SP).
A enfermeira trabalha na UTI do Hospital Emílio Ribas, na linha de frente no combate à pandemia. O local, como destaca a revista Veja, possui 60 leitos dedicados à Covid-19 e desde abril mantém mais de 90% de taxa de ocupação. “Além de estar na linha de frente, a enfermeira tem perfil de alto risco para complicações da Covid-19: é obesa, hipertensa e diabética” destaca a revista.
Mônica atuou como auxiliar de enfermagem durante 26 anos e resolveu fazer faculdade já numa fase mais madura. O diploma veio aos 47.
“Quem cuida do outro tem que ter determinação e não pode ter medo. É lógico que eu tenho me cuidado muito a pandemia toda. Preciso estar saudável para poder me dedicar. Quem tem um dom de cuidar do outro sabe sentir a dor do outro e jamais o abandona,” disse ela.
O Instituto Butantan tem 6 milhões de doses da vacina prontas para aplicação. Elas serão encaminhadas imediatamente para o Ministério da Saúde, para que seja então iniciada a campanha nacional.
O uso emergencial da CoronaVac foi avaliado hoje pela Anvisa e aprovado por diretores do órgão por unanimidade.
(Com informações do Governo de São Paulo. Agência Brasil e revista Veja)




