A gasolina foi o item de maior impacto negativo
O grupo dos transportes (-3,37%) exerceu o maior impacto negativo sobre o índice geral, contribuindo com 0,72 ponto percentual (p.p.). A queda desse grupo foi influenciada principalmente pela retração nos preços dos combustíveis (-10,82%). Em agosto, os quatro combustíveis pesquisados tiveram deflação: gás veicular (-2,12%), óleo diesel (-3,76%), etanol (-8,67%) e gasolina (-11,64%). Item com maior impacto negativo sobre o índice geral, a gasolina teve redução de R$ 0,18 por litro nas refinarias no mês passado.
Os preços das passagens aéreas também caíram em agosto (-12,07%), após quatro meses consecutivos de alta. Para o gerente da pesquisa, a sazonalidade é uma das explicações para esse resultado. “Essa é uma comparação com julho, que é um mês de férias e há aumento da demanda. Além disso, foram quatro meses seguidos de alta, o que eleva a base de comparação. Também há o impacto da redução do querosene de aviação nesse período”.
No grupo habitação (0,10%), os preços da energia elétrica residencial (-1,27%) continuaram caindo, mas de forma menos intensa do que no mês anterior (-5,78%). “Os efeitos da redução das alíquotas de energia elétrica ficaram mais concentrados no mês anterior. Em alguns locais, como Vitória e Belém, ainda houve reajuste nas tarifas em agosto”, explica.
Por outro lado, a alta de 1,31% no grupo de saúde e cuidados pessoais é relacionada aos aumentos dos itens de higiene pessoal (2,71%) e plano de saúde (1,13%). Já a maior variação positiva no IPCA de agosto veio do grupo vestuário (1,69%), cujos preços haviam desacelerado no mês anterior (0,58%). As roupas femininas (1,92%), masculinas (1,84%) e os calçados e acessórios (1,77%) foram as maiores influências no avanço do grupo.
| Região | Peso Regional (%) | Variação (%) | Variação Acumulada (%) | ||
|---|---|---|---|---|---|
| Julho | Agosto | Ano | 12 meses | ||
| Vitória | 1,86 | -1,31 | 0,46 | 3,46 | 8,21 |
| Belém | 3,94 | -1,29 | 0,18 | 3,84 | 6,56 |
| Rio de Janeiro | 9,43 | -0,44 | 0,01 | 5,62 | 9,87 |
| São Paulo | 32,28 | -0,07 | -0,01 | 5,18 | 9,34 |
| Salvador | 5,99 | -1,06 | -0,17 | 5,30 | 10,42 |
| Brasília | 4,06 | -0,98 | -0,22 | 4,02 | 7,75 |
| Goiânia | 4,17 | -2,12 | -0,32 | 3,00 | 7,50 |
| Rio Branco | 0,51 | -0,92 | -0,34 | 3,84 | 8,65 |
| Campo Grande | 1,57 | -0,95 | -0,39 | 4,24 | 8,73 |
| Curitiba | 8,09 | -1,41 | -0,46 | 4,19 | 9,04 |
| Aracaju | 1,03 | -1,21 | -0,50 | 4,73 | 9,16 |
| Fortaleza | 3,23 | -0,65 | -0,74 | 4,87 | 8,89 |
| Porto Alegre | 8,61 | -0,59 | -0,90 | 2,31 | 6,95 |
| São Luís | 1,62 | -0,63 | -1,07 | 4,09 | 8,39 |
| Belo Horizonte | 9,69 | -1,07 | -1,25 | 3,14 | 7,58 |
| Recife | 3,92 | -0,42 | -1,40 | 3,94 | 8,43 |
| Brasil | 100,00 | -0,68 | -0,36 | 4,39 | 8,73 |
| Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços | |||||
Ainda no lado das altas, os preços no grupo alimentação e bebidas (0,24%) desaceleraram frente ao mês anterior (1,30%). Itens importantes na mesa das famílias tiveram inflação, como o frango em pedaços (2,87%), o queijo (2,58%) e as frutas (1,35%). Mas também houve queda nos preços do tomate (-11,25%), da batata-inglesa (-10,07%) e do óleo de soja (-5,56%). Isso fez com que o resultado da alimentação no domicílio (0,01%) ficasse próximo da estabilidade.
Outro produto importante na cesta é o leite longa vida, que teve deflação de 1,78% em agosto. “Nos últimos meses, os preços do leite subiram muito. Como estamos chegando ao fim do período de entressafra, que deve seguir até setembro ou outubro, isso pode melhorar a situação. Mas no mês anterior, a alta do leite foi de 25,46%, ou seja, os preços caíram em agosto, mas ainda seguem altos”, afirma Kislanov.
A alimentação fora do domicílio avançou 0,89%, com a refeição passando de 0,53%, em julho, para 0,84%, em agosto, e o lanche desacelerando de 1,32% para 0,86% nesse período.
INPC tem queda – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve queda de 0,31% em agosto. No mês anterior, também houve deflação nesse indicador (-0,60%). O índice acumula alta de 4,65% no ano e de 8,83% nos últimos 12 meses.
Os produtos alimentícios passaram de 1,31%, em julho, para 0,26%, em agosto. Já os não alimentícios tiveram queda menor (passando de uma retração de 1,21% em julho para -0,50% em agosto).
| Região | Peso Regional (%) | Variação (%) | Variação Acumulada (%) | ||
|---|---|---|---|---|---|
| Julho | Agosto | Ano | 12 meses | ||
| Vitória | 1,91 | -1,54 | 0,66 | 3,02 | 7,50 |
| Belém | 6,95 | -1,26 | 0,29 | 4,02 | 6,58 |
| Rio de Janeiro | 9,38 | -0,16 | 0,06 | 5,69 | 9,92 |
| São Paulo | 24,60 | 0,38 | 0,04 | 6,00 | 10,08 |
| Salvador | 7,92 | -0,93 | -0,01 | 6,02 | 11,23 |
| Goiânia | 4,43 | -1,81 | -0,07 | 3,68 | 7,98 |
| Aracaju | 1,29 | -1,12 | -0,18 | 5,36 | 9,37 |
| Brasília | 1,97 | -1,18 | -0,24 | 3,49 | 7,08 |
| Campo Grande | 1,73 | -1,01 | -0,29 | 4,51 | 8,84 |
| Curitiba | 7,37 | -1,62 | -0,51 | 3,68 | 8,28 |
| Rio Branco | 0,72 | -1,07 | -0,60 | 3,46 | 7,90 |
| Fortaleza | 5,16 | -0,62 | -0,68 | 4,97 | 9,04 |
| São Luís | 3,47 | -0,50 | -0,76 | 4,65 | 8,70 |
| Porto Alegre | 7,15 | -0,71 | -0,78 | 2,05 | 6,50 |
| Recife | 5,60 | -0,30 | -1,13 | 4,53 | 8,60 |
| Belo Horizonte | 10,35 | -1,06 | -1,20 | 3,21 | 7,51 |
| Brasil | 100,00 | -0,60 | -0,31 | 4,65 | 8,83 |
| Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços | |||||
Mais sobre as pesquisas – O IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, enquanto o INPC, as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. Acesse os dados no Sidra.

