PSDB, PSOL e PT também se posicionam contra ação
Partidos políticos reagiram à ação do PL que questionou a segurança de urnas eletrônicas que deram a vitória ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 30 de outubro. O ex-governador do Maranhão e senador eleito Flávio Dino (PSB) concordou com a reação de Alexandre de Moraes e diz que se há dúvida ela também remete ao primeiro turno:
“Obviamente tal invalidação deveria ocorrer no 1º e no 2º turno. Isso alteraria a eleição de governadores, senadores, deputados. Então, o pedido visa apenas agitar cercadinhos, cercos e bloqueios. E se trata de LITIGÂNCIA DE MÁ FÉ (artigo 80 do CPC)”, escreveu ele.
O PSDB, que em 2014 chegou a duvida da eleição de Dilma Rousseff na disputa com Aécio Neves, considerou a ação insensata.
Em seu comentário, o PSDB disse que “é uma insensatez e terá a objeção das nossas instituições, da comunidade internacional e da sociedade brasileira. O momento é de colaborar democraticamente com a transição de governo”, e acrescentou que as urnas eletrônicas sempre foram confiáveis:
“O brasileiro já elegeu líderes de centro, de direita e de esquerda utilizando a urna eletrônica. Eleição após eleição, o sistema eleitoral brasileiro prova a sua segurança e confiabilidade”, diz o tucanato.
A presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleuisi Hoffmann também reagiu com indignação:
“Ação de Bolsonaro no TSE é chicana que tem de ser punida como litigância de má fé. Chega de catimba, de irresponsabilidade, de insultos às instituições e à democracia. A eleição foi decidida no voto e o Brasil precisa de paz para construir um futuro melhor”, escreveu ela.
Guilherme Boulos estranha o fato de o PL querer validar as urnas que ganhou e invalidar as que perdeu:
“A nova ideia genial de Bolsonaro: cancelar urnas em que ele perdeu e validar as que ele ganhou. Toma vergonha! Chora na cama, que é lugar quente…”

