Close Menu
MA Hoje Novo PortalMA Hoje Novo Portal

    Subscribe to Updates

    Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

    What's Hot

    Hamas nega descumprir cessar-fogo; Israel afirma ter sido atacado
    Israel diz que Hamas violou acordo e lança ataque em Gaza

    19 de outubro de 2025

    Davi Alcolumbre lê requerimento para a instalação da CPMI que vai investigar fraudes no INSS

    17 de junho de 2025

    Procon autua Mercado Carvalho em Bacabal por venda de produtos impróprios 

    17 de junho de 2025

    Subscribe to Updates

    Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook X (Twitter) Instagram
    MA Hoje Novo PortalMA Hoje Novo Portal
    Assinar
    • Internacional
    • Brasil
    • Maranhão
    • Negócios
    • Poder e Política
    • Esporte
    • Outros
      • Vida Rural
      • Arte e Espetáculo
      • Blogs e colunistas
      • Comportamento
      • Entretenimento
      • Eventos
      • Lançamentos
      • Maranhão Hoje TV
      • Turismo
      • Revista Maranhão Hoje
      • Variedades
      • Veículos
    MA Hoje Novo PortalMA Hoje Novo Portal
    Home»Blogs»Covid 19: estamos diante de um colapso econômico?
    Blogs

    Covid 19: estamos diante de um colapso econômico?

    By Arcenildo Martins24 de março de 2020Updated:23 de fevereiro de 2021Nenhum comentário8 Mins Read
    Share Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Reddit Telegram Email
    Share
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

    Os brasileiros parecem acreditar que somos realmente um povo abençoado por Deus. Enquanto as maiores economias do mundo fecham suas fronteiras, enclausuram seus cidadãos e adotam medidas de guerra contra o Coronavírus, a população aproveita as paralizações estabelecidas pelo governo nas escolas e empresas para ir à praia, ao shopping e ao cinema. O número de casos ativos no mundo no momento em que este texto está sendo escrito já passa de duzentos mil, com mais de oito mil mortos. O Brasil, neste momento, tem quase trezentos casos confirmados, com apenas uma morte, embora outras cinco estejam sob investigação.

    Números divulgados dessa forma não causam muita impressão e isso talvez explique a negligência da população. Nem mesmo o presidente Bolsonaro pareceu dá importância ao problema, logo ele que estava sob suspeita de contaminação e mesmo assim foi à passeata em seu apoio e contra os poderes Legislativo e Judiciário. As pessoas imaginam que o índice de letalidade do vírus, em torno de 3,74%, não é preocupante, mas não levam em conta a capacidade de contaminação exponencial da doença.

    No último dia 04 de março havia pouco mais de três mil infectados na Itália com 107 mortos e hoje, duas semanas depois, já foram contabilizados quase vinte e oito mil casos com 2.148 mortes. É algo assustador, quando os números são analisados dessa forma. Em todos os países onde a doença se alastrou, o pico de crescimento exponencial ocorreu entre a segunda e terceira semana dos primeiros registros.

    Governantes mais preocupados com a saúde do seu povo já tomaram uma série de medidas que objetivam reduzir a propagação do vírus. A China, onde a doença foi identificada, isolou áreas inteiras e confinou 56 milhões de habitantes. A Europa fechou as suas fronteiras e em alguns países foi estabelecido o confinamento. As pessoas só saem às ruas por razões muito bem explicadas, cabendo à polícia e ao exército controlar tudo isso. Os Estados Unidos e a quase totalidade da América Latina também fecharam as fronteiras e cancelaram voos para os países com maior número de casos. O Brasil ainda estuda fechar a sua fronteira.

    O conjunto dessas ações paralisou os mais diferentes negócios. A indústria do turismo, um dos motores da economia europeia, está em níveis próximos de zero, afetando a hotelaria, restaurantes, meios de transporte, entretenimento e todo o resto que tem sinergia com o negócio. Estima-se que o comércio mundial vem perdendo algo em torno de 53 bilhões de Euros por trimestre. As bolsas de valores registraram queda que se assemelham à crise do Subprime em 2008. Com tudo isso parado, inicia-se uma crise paralela nos países exportadores de petróleo, com queda substancial no preço do óleo, relembrando a crise do Petróleo da década de 1970.

    Para conter o estrago, os governos estão adotando as já testadas técnicas de Keynes para elevar o gasto público e fazer a economia funcionar. Estima-se que algo em torno de US$ 2,8 trilhões já foram envolvidos em medidas para combater a crise nos principais países. Nos Estados Unidos, além de baixar a taxa de juros para perto de zero, o presidente Donald Trump autorizou a compra de mais de setecentos bilhões de dólares em títulos emitidos pelo governo e de títulos lastreados em hipoteca. Além disso, cogita distribuir dinheiro para a população manter o poder de compra e não afetar ainda mais a economia. Na Europa também foram editadas medidas que visam estimular os negócios e evitar que empresas quebrem. Essas medidas vêm na forma de empréstimos com juros reduzidos e benefícios a empregados.

    Na Ásia não tem sido diferente. A China reduziu o compulsório, elevou os empréstimos e ainda está injetando recursos por meio de subsídios aos setores mais afetados. Japão e Coreia do Sul prometem gastar rios de dinheiro para manter empregos e empresas ativas, principalmente as de pequeno porte. Nos demais países do globo terrestre não há registro de países que estejam de braços cruzados esperando o holocausto.

    No Brasil, o ministro Paulo Guedes anunciou uma série de medidas que pretende injetar quase 150 bilhões na economia e prometeu novas medidas a cada 48 horas. O plano envolve postergar pagamentos de impostos e empréstimos, antecipar o décimo terceiro salário de aposentados, aumentar os inscritos no Bolsa Família e, ainda, decretar estado de calamidade pública. Dessa forma, o governo poderá elevar o gasto público além dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal e fazer compras de vacinas, medicamentos e equipamentos para combater a crise sem licitação.

    No mundo todo o governo e a população estão unidos em busca de soluções. As medidas contingenciais são restritivas, mas o povo já está acostumado com situações assim. A Europa enfrentou duas guerras e seu povo sabe o que é viver em período de escassez. Os EUA já viveram momentos críticos, como a grande depressão de 1929 e o ataque às Torres Gêmeas em 2011, e também sabe como arregimentar o apoio popular para superar dificuldades. O Brasil, por seu lado, não está acostumado a sacrifícios em tempos de calamidade. Apesar do Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, falar em alto e bom som que o país sofrerá pelo menos três meses de estresse e que a situação só voltará ao normal no segundo semestre deste ano se houver imunidade de 50% da população, muitos continuam aproveitando o momento para fazer gracinhas nas redes sociais, sem falar naqueles que acreditam se tratar de uma conspiração chinesa para vender a vacina. No lado econômico, apesar do ministro Paulo Guedes pedir empenho dos políticos para acelerar a aprovação das reformas, o Congresso Nacional informa que a tramitação ficará para depois da crise. A guerra ideológica entre direita e esquerda tem o poder de contaminar o ambiente muito mais que o vírus e retardar ações que possam ajudar a reduzir o estrago.

    No meio do fogo amigo entre poderes constituídos, a iniciativa privada e parte das autarquias se vira como pode e procura fazer a sua parte. O setor educacional fechou as atividades acadêmicas presenciais e vai tentar manter os alunos ativos por meio do ensino à distância, evitando concentração de pessoas. Os eventos esportivos foram cancelados ou adiados, reduzindo o contato entre atletas e entre torcedores. Alguns segmentos econômicos já estão concedendo férias coletivas, aproveitando que o mercado está em processo de paralização. As cadeias de televisão mudaram suas grades e estão até mesmo oferecendo gratuitamente as transmissões a cabo para confortar um pouco mais quem vai ficar em casa. O próprio IBGE adiou o censo de 2020 para o próximo ano.

    O resultado disso tudo não poderia ser outro: o mundo vai enfrentar uma recessão, em maior ou menor grau dependendo do tempo que durar a reclusão das pessoas. Itens de prevenção já começam a faltar, como álcool gel, luvas e máscaras. O pânico tem ajudado a criar filas enormes em postos de vacinação. Pessoas receosas de desabastecimento compraram o estoque de papel higiênico nos supermercados. Restaurantes tenderão a fechar as portas, como já aconteceu na Europa, e os meios de transporte também registrarão queda acentuada de passageiros. As montadoras anunciaram paralisação das atividades durante a crise.

    Como reflexo do efeito cascata, vai faltar dinheiro e viveremos outra crise de inadimplência, como aconteceu nos primeiros meses após o Plano Real e na Crise do Subprime. As projeções de crescimento econômico cairão por terra. Os especialistas já estão refazendo suas projeções e apostando que a economia brasileira terá crescimento muito baixo este ano em relação a 2019. É possível que o índice de desemprego aumente e que experimentemos alta dos preços em alguns itens por conta de desabastecimentos e queda acentuada de preços em outros pela simples falta de consumo ou indexação ao dólar.

    Os ares sombrios não param por aí. A expectativa de que o número de infectados no Brasil aumente assustadoramente nos próximos quinze dias já deixa as autoridades sanitárias com nervos à flor da pele. A tendência é que os casos por aqui se multipliquem mais rápido que na Itália e, se isso acontecer, vai faltar leito hospitalar para tantos doentes. Esse é o grande problema para o qual não há soluções à vista. O ministro Mandetta pede que as universidades mantenham os cursos de medicina e enfermagem funcionando, porque esses estudantes podem ser úteis em um possível cenário de guerra. Há países acelerando a formatura de médicos, antes mesmo da conclusão do curso, de forma a ter mão de obra suficiente para dá conta do número elevado de doentes necessitando de cuidados.

    Os conselhos para reduzir a atividade, evitar contatos com outras pessoas, deixar de ir a locais de aglomeração já estão mais do que divulgados como a mais eficaz forma de reduzir a chance do vírus se multiplicar. O trabalho remoto parece ser a saída neste momento e as redes de computador estão bem equipadas para fazer isso acontecer sem grandes problemas. O que falta mesmo é a população entender o tamanho do problema e começar a adotar um comportamento mais responsável diante da crise. O que está em jogo é o emprego de cada um de nós, a manutenção das empresas e até mesmo a nossa sobrevivência e a de outras pessoas próximas. Teremos que aprender a viver em regime de guerra.

    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
    Previous ArticleCaixa Econômica suspende pagamento das prestações de financiamentos de imóveis
    Next Article Presos vão ficar trinta dias sem visitas de familiares e advogados e sem assistência religiosa
    Arcenildo Martins

      Related Posts

      Blog Conversa Franca

      André Fufuca confirma que vai ao concorrer ao Senado na eleição de 2026

      17 de junho de 2025
      Blog Conversa Franca

      André Fufuca confirma que vai ao concorrer ao Senado na eleição de 2026

      17 de junho de 2025
      Consultório Jurídico

      Sobre a próxima eleição presidencial no Brasil

      17 de junho de 2025
      Add A Comment
      Leave A Reply

      Nossas redes
      • Facebook
      • YouTube
      • TikTok
      • WhatsApp
      • Twitter
      • Instagram

      Não perca

      Hamas nega descumprir cessar-fogo; Israel afirma ter sido atacado
      Israel diz que Hamas violou acordo e lança ataque em Gaza

      Marcelo Araújo19 de outubro de 2025

      Davi Alcolumbre lê requerimento para a instalação da CPMI que vai investigar fraudes no INSS

      17 de junho de 2025

      Procon autua Mercado Carvalho em Bacabal por venda de produtos impróprios 

      17 de junho de 2025

      Brasil lidera mercado global de carros blindados e aposta em novos modelos de acesso como ‘carro por assinatura’

      17 de junho de 2025
      Demo

      Assinar atualizações

      Receba as últimas notícias criativas sobre arte e design.

      Sua fonte para notícias sérias. Esta demonstração foi criada especificamente para demonstrar o uso do tema como um site de notícias. Visite nossa página principal para mais demonstrações.

      Somos sociais. Conecte-se conosco:

      Facebook X (Twitter) Instagram YouTube

      Assinar atualizações

      Receba as últimas notícias criativas do FooBar sobre arte, design e negócios.

      Mas Lidas

      Maranhão passa a adotar venda de combustível diretamente do produtor para os postos sem passar por distribuidoras

      19 de fevereiro de 2025

      Amigo de Ayrton Senna confirma dossiê feito pela família do piloto contra Adriane Galisteu: “O irmão dele me falou”

      4 de dezembro de 2024

      Governador Flávio Dino recebe título de Venerável Honorário da Maçonaria

      11 de junho de 2018
      Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
      • Home
      • Poder e Política
      • Maranhão
      • Negócios
      • Brasil
      • Esporte
      © 2026 Maranhão Hoje. Desenhado por Os Orcas- Agência de Sites, Hospedagem e App.

      Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.