À  véspera de decisão inédita da Copa São Paulo, entre Grêmio e Internacional, os treinadores e os capitães das duas equipes cederam entrevista coletiva no Museu do Futebol. Do ladro gremista, o capitão Matheus Nunes e o treinador Guilherme Bossle se mostraram motivados pela chance de conquistar o título inédito para o clube justamente contra o maior rival.

Pelo lado do Internacional,  Fábio Matias e Cesinha, técnico e capitão, respectivamente, foram os escolhidos para falar sobre a campanha da equipe.

Capitão gremista, Matheus Nunes pode ser o responsável por erguer de forma inédita a taça para o time gaúcho. “É uma honra estar vestindo essa camisa e poder participar de uma final tão importante quando a Copa São Paulo, que é uma vitrine enorme para nós. Eu espero que possamos sair com a vitória e levar esse troféu para a torcida tricolor, que merece muito”, prosperou.

Para o comandante Guilherme Bossle, essa final pode ser considerada o maior clássico entre ambas as equipes na categoria de base, devido a relevância que traz a competição. “A gente tem a noção que esse Grenal pode ser o maior da história das categorias de base. A Copa São Paulo, como todo mundo sabe, está em sua 51° edição, então é o torneio mais credenciado do Brasil, e quiçá do mundo”, explicou Guilherme.

O comandante relembrou que os times se conhecem, o que deixa a decisão ainda mais difícil.  “A gente sempre trabalhou para chegar na final da Copinha. Quis o destino que chegássemos com nosso maior rival. Eu e o Fábio, treinador do Internacional, já nos conhecemos e os garotos também estão acostumados a se enfrentar. Para o telespectador será um baita de um jogo. Nós estamos preparados e esperamos fazer um bom espetáculo”, completou o comandante.

Internacional – Fábio Matias ressaltou a importância da Copinha para o cenário do futebol nacional e pela oportunidade de mostrar atletas de todo o país. “A Copa São Paulo tem um charme todo especial, uma característica que a difere de outras competições, principalmente pela quantidade de equipes e da possibilidade de equipes de outras regiões do país mostrarem seus atletas. A importância da gente ter jogado contra um Confiança-PB, as vezes é a única oportunidade de jogarem contra um time grande. Isso que deixa a Copa São Paulo com esse charme especial. Da possibilidade de o menor ganhar do maior, dos meninos, que não tem tantas possibilidades, serem vistos e irem para clubes grandes. A Copa São Paulo é a maior competição de base, não só pelas quantidades de equipes, mas também por dar oportunidade para treinadores, atletas, comissão técnica e mostrar o trabalho de outros centros do cenário nacional”, disse.

Na final, o Internacional enfrentará o maior rival. O técnico reconheceu o momento, mas lembrou que o objetivo da equipe na competição é a visibilidade dos garotos. “A rivalidade, acho que é algo que, se não tiver dentro do mundo do futebol, perde um pouco a graça. Dentro da competição, a gente sempre busca chegar o mais longe, porque o principal fator é a visibilidade dos meninos, fazendo com que eles estejam mais próximos do profissional. Para nós, é uma satisfação muito grande ser testemunha viva desse jogo, porque eu acho que dificilmente pode acontecer de novo. Estamos muito felizes de estar neste momento histórico”, falou.

Sobre a rivalidade, Fábio ressaltou que a final mostra como ambas as equipes estão em alta no cenário nacional. “Essa rivalidade no Rio Grande do Sul é muito forte, mas como eu frisei antes, acho que é importante hoje, para o Rio Grande do Sul, ter essa final, principalmente para mostrar quanto a base das equipes está voltando a atuar em nível nacional”, pontuou.

Para Cesinha, o título representa muito para sua carreira porque até os jogadores profissionais estão assistindo. “Representa muito, é uma competição que todo jogador de base quer disputar. Chegar na final e ser campão é muito importante, porque é um título de Copa São Paulo, traz visibilidade, porque todo mundo está vendo, inclusive os profissionais”, finalizou.

(FPF)

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