Eduardo Braide torna-se alvo preferido dos que tentam evitar sua vitória logo no primeiro turno da eleição
AQUILES EMIR
O debate desta terça-feira (20), promovido pelo portal Imirante e o jornal O Estado do Maranhão, transmitido apenas pela internet, foi marcado por trocas de acusações entre os candidatos Eduardo Braide (Podemos), Bira do Pindaré (PSB), Duarte Júnior (Republicanos) e Neto Evangelista (DEM). O candidato do PCdoB, Rubens Júnior, estava ansioso por um confronto com Braide, mas foi frustrado pelas regras do debate que nunca permitiram um confronto entre eles.
Quem abriu a sessão de troca de acusações foi Bira do Pindaré, que questionou a gestão Eduardo Braide como presidente da Companhia de Saneamento Ambiental (Caema), entre 2005 e 2006, chegando a culpá-lo pela poluição de hoje nas praias de São Luís. Braide, após elencar uma série de ações à frente da estatal, dentre elas um concurso para mais de mil empregados, disse que, se dependesse do adversário, não haveria os Institutos de Ensino Tecnológico do Maranhão (Iema), pois votou contra o empréstimo do BNDES usado para esse projeto. E mais: votou contra os professores num projeto de reajuste salarial.
Já o deputado Neto Evangelista, ao questionar Duarte Júnior, se adotaria como prefeito a mesma transparência que adota como deputado, o acusou de receber mais de R$ 120 mil de verbas de gabinete na Assembleia Legislativa, nos meses em que a Casa estava fechada por conta do isolamento de coronavírus. Em resposta, Duarte acusou Neto de ter ido nos momentos mais críticos da pandemia para Santa Rita realizar churrascos, sem nenhuma medida de proteção para seus convidados.
Acusações – Os momentos mais ásperos, porém, deram-se nos confrontos de Eduardo Braide e Duarte Júnior. Este chegou a acusar o adversário de responder a crime na Justiça do Trabalho, por conta da nomeação de um caseiro de sua fazendo no seu gabinete de deputado. Desafiado a provar, Duarte mandou postar um documento nas suas páginas na Internet. A peça, porém, não se refere a Eduardo, mas ao seu pai, o ex-deputado Antônio Carlos Braide. Certamente sabedor do conteúdo do documento, Braide disse que se regras do Procon (que Duarte presidiu) valassem para eleição, o candidato do Republicanos seria impedido de concorrer, por propaganda falsa.
Doido para ser chamado para a briga, Rubens Júnior, a cada pergunta que lhe era dirigida, centrava fogo em Braide, com insinuações de que trata-se do candidato do presidente Jair Bolsonato, acusando-o de votador, como deputado federal, a favor da reforma trabalhista (que na verdade ocorreu na legislatura passada) e de ter sido péssimo gestor à frente da Caema. Prejudicado pelos sorteios e as regras, o comunista confrontou-se três vezes com Jeisael Marx (Rede Sustanetablidade) e uma com Yglesio Moisés (Pros), nunca com seu alvo preferido.
Num desses momentos de críticas a Braide, quando deveria estar respondendo a um questionamento de Yglésio Moisés, Rubens Júnior, diante do apelo do formulador da pergunta para que respondesse suas perguntas, disse que faria do seu tempo o que bem entendesse.
Yglésio e Jesisael Marx foram os bons moços do debate, preferiram debater propostas e talvez por isto sejam os menos comentados nas redes sociais.

