Sem conseguir conter mortes, Estado mantém mesma estratégia
O governador Flávio Dino (PCdoB) anunciou nesta quinta-feira (1º), em coletiva de imprensa no Palácio dos Leões, a ampliação das medidas de restrição às atividades econômicas e sociais, que tomou no início de março, a fim de conter o coronavírus, mas o mês fechou com mais de mil mortes. Ele anunciou entrega de mais leitos para tratamento da doença e disse que as restrições vão até 11 de abril.
De acordo com as medidas, permanecem suspensos, em todo o estado, eventos, festas, reuniões e afins. A administração pública estadual vai funcionar com 50% da capacidade e em regime de revezamento.
Na Grande Ilha, comércio e indústria funcionam das 09h às 21h; bares, restaurantes, supermercados, academias, salões e igrejas, devem funcionar com no máximo 50% da capacidade, e também das 09h às 21h. Pessoas que compõem os grupos de risco devem ser afastadas do trabalho (público e privado); as fiscalizações também estão mantidas.
Sobre volta às aulas, o Governo reunirá com representações da rede particular de ensino, para antecipação total ou parcial das férias de julho. “Conversamos com entidades de escolas, pais e alunos, que nos procuraram. Estamos examinando a solicitação e teremos uma decisão na semana que vem”, pontuou o governador Flávio Dino.
O governador ressaltou que, de acordo com o cenário que se apresentar após o novo prazo de restrições, as medidas podem ser flexibilizadas ou ampliadas. Nova coletiva está marcada para a sexta-feira (9).
Cenário da pandemia – Segundo Flávio Dino, o Maranhão permanece, proporcionalmente, com o com o menor número de mortes por Covid-19.
Para conter avanço da doença e reduzir cada vez mais os riscos de contágio e de óbitos, o Governo do Estado vem investimento fortemente na área da saúde. Os recursos ultrapassam o mínimo legal de 12% da receita estadual – chega a 15,11% e representa 25% a mais em investimentos. “Continuamos investindo e vamos sempre investir mais que este índice legal de 12%”, reforçou o governador.

Mais leitos – Esta semana, a gestão entregou 105 novos leitos com a implantação do Hospital de Campanha de São Luís (60), anexo da Maternidade de Alta Complexidade (10) e no Hospital de Referência, antiga UPA, em Bacabal (35). Este ano, já somam 955 novos leitos criados, clínicos e de UTI, para tratamento da doença.
Em contrapartida, a ocupação de leitos na rede estadual teve redução. Diminuíram as ocupações dos leitos de UTI de 95% para 85%; e os clínicos, de 82% para 71%.
“Está afastado o risco de colapso da rede de saúde estadual, pois temos conseguido abrir novos leitos, na medida em que há casos. Mesmo quem possui plano de saúde, não tem conseguido vaga na rede privada. Então, esse processo de expansão de leitos tem sido decisivo para que possamos sustentar a vida de milhares de maranhenses que lutam contra a doença”, pontuou o governador.

