Ex-presidente faz discurso de pré-candidato à eleição de 2022

Ao fazer um pronunciamento nesta quarta-feira (10), dois dias após a anulação, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, de suas condenações, o ex-presidente Lula disse que “a verdade venceu e a verdade vai continuar vencendo”. O pronunciamento foi na sede do Sindicato dos Metalúrgicos,  em São Bernardo do Campo (SP), e numa fala aos que ainda o veem com desconfiança pediu que “não tenham medo de mim”.

Falando já como pré-candidato a presidente em 2022, embora não tenha assumido esta condição, já que está com os direitos políticos recuperados, Lula disse que pretende dedicar o resto de vida lhe sobra, “e espero que seja muito”, para andar por este país e conversar com o povo.

Sobre a eleição do próximo ano, disse que “alguma atitude nós vamos ter de tomar para que este país possa voltar a crescer, para que esse povo volte a sonhar. Esse país já sonhou, esse país já realizou”.

Segundo Lula, o Brasil não nasceu para ser pequeno, mas “a gente não quer só o agronegócio. O agronegócio é importante, mas a gente quer ser um país industrializado. O país quer ter novas indústrias, novas tecnologias. E a gente sonhava isso. O Brasil tinha um projeto de nação, um projeto de cidadania, de soberania”.

Diálogo – Lula propôs um diálogo para que o país supere o que considera grave momento de crise causado pelo governo de Jair Bolsonaro.

“Eu quero conversar com a classe política. O povo elegeu quem ele quis eleger e temos que conversar com quem está lá para a gente ver se conserta este país. Eu preciso conversar com os empresários. Eu quero saber onde está a loucura deles de não perceberem que, se eles querem crescer economicamente, se eles querem que a Bolsa cresça, se eles querem que a economia cresça, é preciso garantir que o povo tenha emprego, que o povo tenha renda, que o povo possa viver com dignidade. Se não, não há crescimento. Ou será que vamos ficar refém do deus mercado, que só quer ganhar dinheiro não importa como? Quando é que vamos pensar nos debaixo primeiro?”, indagou.

Radical – Lula pediu que não tenham medo dele, embora admitindo que é radical. “Eu sou radical porque eu quero ir à raiz dos problemas deste país. Eu sou radical porque eu quero ajudar a construir um mundo justo, um mundo mais humano, um mundo em que trabalhar e pedir aumento de salário não seja crime. Um mundo onde a mulher não seja tripudiada por ser mulher, um mundo em que as pessoas não sejam tripudiadas por aquilo que querem ser”.

Segundo o ex-presidente, antes de tudo é preciso vencer a pandemia, e “é por isso que eu convido a vocês para a gente lutar neste país para garantir que todo brasileiro, independentemente da idade, tome vacina”.

Para ele  outra forma de vencer a pandemia é brigar pelo salário emergencial, e ao mesmo tempo por investimento em geração de emprego, sobretudo a partir de infraestrutura.

“Temos que brigar por uma política de ajuda aos microempreendedores e ao pequeno empresário brasileiro. Quantos restaurantes estão fechando? Quantas farmácias estão fechando? Quantas lavanderias, quantos institutos de beleza estão fechando? Para que existe governo? É para tentar encontrar solução para essa gente”.

(Com informações da Agência PT e foto de Ricardo Stukert)

 

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