Judiciário foi o denunciado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos
AQUILES EMIR
O presidente do Tribunal de justiça do Maranhão (TJMA), Lourival Serejo, emitiu neste sábado (26) nota re repúdio a uma reportagem da Folha de São Paulo sobre uma denúncia não proteger uma mulher contra violência. O caso envolve a psicóloga Artenira Silva e o ex-marido o advogado Hugo Sauaia, que travam uma disputa pela guarda de uma filha.
Artenira, que acusa o ex-marido de agressão, informou ao jornal que o Judiciário maranhense foi incapaz de impedir a aproximação dele, o que a abrigou a recorrer à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, para acusar o Judiciário de incompetente.
Eis o teor da nota do TJ:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
O Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão repudia, com veemência, os termos da matéria publicada pelo jornal ‘Folha de São Paulo’, intitulada “Judiciário do MA é acusado em corte internacional de não proteger mulher contra violência”, de autoria do jornalista Wálter Nunes.
Na oportunidade, reitera que a proteção da mulher contra todo e qualquer tipo de violência sempre foi uma prioridade desta Corte, que possui entre seus órgãos mais atuantes a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CEMULHER/TJMA).
Ainda como manifestação inquestionável do zelo da Corte com a temática, vale lembrar a recente instalação de unidade especializada em violência contra a mulher, no termo judiciário de São José de Ribamar, que compõe a Comarca da Ilha de São Luís.
Quanto aos processos referidos, não se verificou, até o momento, atuação ilegal de qualquer magistrado, seja do primeiro ou do segundo grau.
Ao contrário, o tratamento dispensado às partes observa, rigorosamente, o princípio da imparcialidade, o que haverá de ser confirmado pelo Conselho Nacional de Justiça, pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos ou por qualquer órgão que venha a avaliar a questão.
Detalhes sobre a tramitação dos processos não podem ser informados por tratarem-se de processos em segredo de justiça, por determinação legal.
Por fim, assegura-se a conduta irrepreensível do juiz Holídice Cantanhede Barros, nos processos citados na matéria, bem como em toda a sua carreira no Judiciário maranhense.
- Desembargador Lourival Serejo
- Presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão


1 comentário
Ótimo artigo! Maioria das vítimas de violência doméstica e de feminicídio tem em comum uma história de relacionamento abusivo, que se desenvolveu ao longo dos anos. Reportagem mostra como identificar essas fases da violência.
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