Menina conseguiu pedir socorro a familiares pela internet

A polícia do Maranhão divulgou nesta quarta-feira (15) imagens do local onde a menina de 12 anos trazida para São Luís pelo açougueiro Eduardo da Silva Noronha, de 25 anos, foi mantida até o sequestro ser desvendado na última terça (14). Trata-se de um imóvel de dois andares, na Vila Luizão (bairro da Divineia na periferia da cidade), onde há diversas quitinetes.

Nesse período, a menina vivia trancada, sem poder se comunicar nem com os moradores do prédio, e quando os policiais chegaram ela não conseguiu abrir a porta. Os agentes forçaram a janela, e ela, assustada, foi avisada de que os três homens que ali estavam eram policiais e iriam tirá-la do cativeiro.

“Nós tivemos bastante cuidado ao bater porque tivemos receio que ele pudesse mantê-la como refém com uma faca, por exemplo. Logo nos identificamos e dissemos saber que ela era do Rio, e dissemos que os familiares estavam a procurando”, explicou o delegado Marcone Matos, da Polícia Civil do Maranhão.

A menina era mantida em uma quitinete — Foto: Divulgação Polícia Civil do Maranhão

Na sala do imóvel, foi encontrada uma mochila rosa da adolescente — (Foto: Divulgação Polícia Civil do Maranhão)

Ela está sob a guarda do Conselho Tutelar, a espera de seus pais. Para chegarem a São Luís, eles estão fazendo uma “vaquinha”, pois não têm dinheiro para custearem a viagem

Eduardo, por sua vez, continuará preso. Em depoimento, ele admitiu que beijou a menina, o que para o delegado Marcone Matos já configura ato libidinoso, e em razão da idade da menina – menor de 14 anos – o ato já configura estupro.

O sequestrador, que há pelo menos dois anos mantinha relacionamento virtual com a menina por um dos aplicativos de internet, foi a seu encontro dia 06 de março, e a localizou em Sepetiba, Zona Oeste da capital fluminense.

Ele contratou um motorista de aplicativo, que fez uma viagem de mais de 3 mil quilômetros em 43 horas.

No Rio, o caso é investigado pela Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) da Polícia Civil. Segundo a delegada Elen Souto, a localização do local onde a vítima estava porque a menina ainda estava com o seu celular e usou o aparelho na única oportunidade em que foi à rua com Eduardo, para comprar roupas, e acessou o Wi-fi da loja em São Luís.

Do estabelecimento, enviou uma mensagem para a irmã pedindo socorro e informando que estava sendo mantida em cárcere pelo homem.

Na sala do imóvel, foi encontrada uma mochila rosa da adolescente — (Foto: Divulgação Polícia Civil do Maranhão)

 “A partir da solicitação dos dados cadastrais do titular dessa rede de Wi-Fi, nós verificamos que se tratava de um estabelecimento comercial que vendia roupas femininas e verificamos que nessa oportunidade, a vítima se valeu de seu celular para acessar o Instagram e mandar mensagem para sua irmã, dizendo que se encontrava no Maranhão e que estava presa, sendo mantida dentro de um quitinete. Ela não sabia informar o local que ela estava, o bairro que ela estava. Não sabia sequer descrever eventuais vizinhos que existiam na redondeza”, disse detalha Elen ao jornal Extra, do Rio.

A delegada acrescentou que com a informação da localização da loja, passou a realizar diligências junto com a Polícia Civil do Maranhão para encontrar a menina.

“Com essas informações, começamos a trabalhar em parceria com departamento de proteção à pessoa de São Luís, em especial o delegado Marconi, e passamos a realizar buscas com as características dadas pela vítima nesse pedido de socorro enviado para sua irmã. Começamos a efetuar buscas nos arredores desse estabelecimento comercial. Estabelecemos um raio e começamos a efetuar buscas”, acrescentou.

(Com informações do Jornal Extra)

 

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