CONVERSA FRANCA
A saúde do governador importa, sim
Desde sábado (18) à noite, os maranhenses sabem, por postagens nas redes sociais, que por mais dez dias, isto é, até o final de junho, o Maranhão vai ser governado interinamente pelo desembargador Paulo Velten, presidente do Tribunal de Justiça, porque o titular do cargo, Carlos Brandão, precisará de mais tempo em São Paulo para cuidar de problemas de saúde.
Ao final dessa nova licença, o governador completará 47 dias ausente do Palácio dos Leões, sendo que destes, 15 sob ordens do chefe da Casa Civil, já que a interinidade do desembargador Velten começou somente dia 02 de junho, e durante todo esse tempo nenhum esclarecimento foi dado, de forma convincente, à população, ou melhor para períodos de caça a votos, ao povo.
Impressiona a maneira como o Palácio dos Leões vem tratando os maranhenses sobre esse caso, sem a mínima vontade de dizer claramente o que está ocorrendo, já que as informações, com exceção de dois boletins médicos (que mais confundiram do que explicaram) e dois vídeos gravados pelo governador, as notícias são dadas dependendo do grau de influência deste ou daquele jornalista junto ao governo e não em caráter oficial.
O que sabe é que o governador foi operado dia 22 de maio, algo saiu fora do imaginado e a correção vai carecer de tempo e, provavelmente com profissionais de fora. No mais, nada a declarar.
Pior do que isso, só a boataria sobre o quadro médico do governador, articulações políticas para mantê-lo ou tirá-lo da disputa eleitoral e assuntos de governo, o que tornaria até possível se criar um quadro de “fake ou fato” sobre o governador.
Para que se tenha ideia, apesar da notícia sobre a renovação da licença ter sido dada por apenas dois veículos de imprensa (coube aos demais repercutir), por prestígio de seus profissionais, nao havia, até o início da tarde desta segunda-feira, um comunicado oficial, sequer notas nos portais do Governo do Estado (que pede a licença), da Assembleia Legislativa (que concede a licença) e do Tribunal de Justiça (que cumpre a interinidade).
Ninguém quer invadir a privacidade do governador, ninguém quer esmiuçar pareceres médicos, mas comunicar claramente as medidas que estão sendo tomadas é necessário sim, até porque fazendo descaso de um fato tão grave pode até levar a população a sequer notar que está sem governador.
Transparência. É só isso que se pede!




