Ex-governador diz que não será uma batalha fácil
Em entrevista publicada nesta segunda-feira (18) pelo jornal Valor Econômico, repercutida pela revista Carta Capital, o ex-governador do Maranhão e pré-candidato a senador Flávio Dino (PSB) voltou a prever a derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) na eleição deste ano. Flávio Dino, que sempre recorre às Sagradas Escrituras entre suas falas, chegou a sugerir, com esta sua torcida, que “o demônio volte para o inferno”.
O ex-governador, ao apostar que Bolsonaro será derrotado, disse que o campo democrático precisa ir além de vencê-lo. “Nós precisamos que também o bolsonarismo volte para a sua casinha”, afirmou.
Mais incisivo, disse “precisamos que o demônio volte para o inferno. Para isso, é preciso que haja mais exorcistas em ação”.
Para Flavio Dino, o presidente ainda pode ser ameaçado na disputa por um candidato da chamada Terceira Via, pois há “uma margem de imprevisibilidade que joga contra Bolsonaro”.
“Qualquer coisa que se consolide fora do bolsonarismo atrapalha o crescimento dele”, avaliou o ex-governador, para quem “a terceira via só cresce disputando pelo campo da direita. O que drenou a energia vital do pensamento de centro-direita no Brasil não foi o Lula, não foi a esquerda, foi a extrema direita, foi o bolsonarismo”.
Para ele, a terceira viz só sobreviverá se combater o bolsonarismo. “Eu espero que eles tenham êxito”.
Flavio Dino disse ainda que a disputa deste ano não terá o antipetismo como questão central, como ocorreu na eleição de 2018. “O povo sabe que uma reeleição é um plebiscito, se o presidente deve continuar ou não”.
Pela sua avaliação, quem está em julgamento, é o Bolsonaro. “A pergunta que vai decidir a eleição é: Bolsonaro merece mais quatro anos ou não? Pode botar todo o dinheiro do orçamento secreto, ele vai perder a eleição”.
De acordo com Dino, nem mesmo com todo o dinheiro do orçamento secreto, Bolsonaro vai evitar a derrota, porém, apesar de toda essa convicção, acha que será uma batalha dura.
“Vai ser um baile? Vai ser massacre? Acho que não, tem muita disputa”, acrescentou.




