Integrar produção de etanol e pecuária fortalece agroindustrial
Desde fevereiro deste ano, usinas sucroalcooleiras do Maranhão estão autorizadas a vender etanol direto aos postos de combustíveis. A medida visa a reduzir custos, dar maior transparência sobre a origem do produto, flexibilizar a escolha de diferentes fornecedores, estimular a produção local das agroindústrias, reduzir o tempo de abastecimento nos postos e gerar menor impacto ambiental.
Campelo enfatizou ainda a relevância de fortalecer a agroindústria no Maranhão como um pilar fundamental para o desenvolvimento econômico do estado, destacando que a industrialização não apenas diversifica a economia local, mas também gera empregos e melhora a qualidade de vida nas comunidades.
“No entanto, para que esse potencial seja plenamente realizado, é imprescindível que haja investimentos significativos em infraestrutura, como rodovias e ferrovias, que facilitem o transporte de insumos e produtos, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade das indústrias maranhenses.
Outro aspecto importante do incentivo essa cadeia produtiva é que a produção de etanol no Maranhão, juntamente com seus subprodutos, como o DDG (Dried Distillers Grains), representa uma oportunidade significativa para beneficiar tanto a pecuária quanto a agroindústria local. O DDG, um subproduto nutritivo resultante do processo de produção de etanol, pode ser utilizado como ração de alto valor para diversos tipos de animais, incluindo bovinos, suínos e aves, o que contribui para a melhoria da qualidade da carne e a eficiência na produção animal.
“Essa integração entre a produção de etanol e a pecuária não apenas diversifica as fontes de renda para os agricultores, mas também fortalece toda a cadeia produtiva, promovendo um sistema agroindustrial mais robusto e sustentável. Ao estimularmos essa sinergia, o Maranhão pode aumentar sua capacidade de produção de proteínas e, ao mesmo tempo, reduzir a dependência de insumos externos, consolidando-se como um polo agroindustrial no Nordeste”, antecipou.
Das usinas para os postos – A venda direta de etanol das usinas para os postos de combustíveis pode trazer muitos benefícios. Um deles é a redução de custos ao consumidor final que abastece seu veículo flex com o combustível, já que esse tipo de comercialização elimina os intermediários e o chamado ‘frete morto’, o que reduz custos logísticos e melhora a eficiência na distribuição do combustível.
Um dos principais argumentos do governo estadual para autorizar a venda em fevereiro, é que a venda direta de etanol hidratado contribuirá para reduzir a quilometragem percorrida por caminhões que transportam o biocombustível das usinas até os centros de distribuição e, muitas vezes, de volta aos postos de combustíveis. Além disso, tornará o combustível verde mais acessível e ajudará a reduzir a emissão de carbono no ambiente.




