Brasil permanece na quarta posição 

O Brasil não jogou bem e empatou sem gols com o Equador, na noite desta quinta-feira (5) no estádio Monumental Isidro Romero Carbo, em Guaiaquil, na partida que marcou o início da era Carlo Ancelotti no comando da seleção brasileira. Com o resultado, a equipe canarinho chegou aos 22 pontos, mantendo a quarta posição da classificação, mas tendo a possibilidade de cair para a 5ª colocação caso a Colômbia, que tem 20 pontos, derrote o Peru nesta sexta-feira (06).

Atuação burocrática – Os primeiros minutos da seleção brasileira sob o comando de Ancelotti não foram animadores. Com um Brasil guardando posição na defesa, o Equador assumiu o comando das ações. A equipe da casa trocava passes buscando espaços para entrar em uma defesa brasileira que não fazia muita pressão.

A dinâmica do confronto começou a mudar um pouco a partir dos 15 minutos, quando o Brasil passou a mostrar um pouco da proposta de jogo do técnico italiano, baseada em transições em velocidade pelas pontas para tentar superar a defesa adversária. A primeira boa jogada saiu dos pés de Vinicius Júnior pela ponta esquerda, quando driblou um adversário e cruzou para a área, onde a zaga equatoriana conseguiu cortar.

Aos 24 quem chutou a gol foi o Equador, quando Caicedo recuperou a bola e tocou para Yeboah, que bateu de longa distância para boa defesa do goleiro Alisson. Antes do intervalo o Brasil ainda criou boas oportunidades com o lateral Vanderson, aos 30 minutos, e com o volante Casemiro, aos 32. Mas quem criou a oportunidade mais cristalina para abrir o marcador foi a equipe da casa, em cabeçada de Yeboah, aos 37 minutos, que acabou indo para fora.

Na etapa final o Brasil voltou a mostrar dificuldades de assumir o controle da partida, em especial por conta da fraca atuação dos jogadores de meio de campo. Mas em boa jogada criada por seus dois ponteiros, Estêvão e Vinicius Júnior, o Brasil chegou com perigo aos 7 minutos com Richarlison, que finalizou para fora.

A partir daí a partida fica muito truncada, e as melhores oportunidades foram criadas pelo Equador, em especial por Yeboah, aos 21 minutos, e por Estupiñán, aos 31. Porém, nenhuma das duas equipes foi competente para alterar o marcador.

Após o apito final ficou claro que Ancelotti conseguiu dar um pouco mais de segurança à defesa brasileira, mas ainda há muito trabalho a ser feito no setor do ataque.

 Números do Jogo 

    • Brasil está invicto em seus últimos sete confrontos com o Equador nas Eliminatórias Sul-Americanas (5V 3E). Se considerarmos todas as partidas oficiais, a Seleção Canarinho estende sua série invicta contra os equatorianos para 14 jogos (9V 5E).
    • Equador não sofreu gols do Brasil, contando todas as competições, pela primeira vez em quase 10 anos. A última vez havia sido em junho de 2016, em outro empate sem gols na Copa América. A Tri havia sofrido pelo menos um gol da Verde-Amarela em seis partidas consecutivas nesse período.
    • Equador perdeu apenas uma vez em seus últimos sete jogos em casa contra o Brasil (2V 4E). É também a segunda vez na história que a equipe empata com a Seleção em 0 a 0 como local, sendo que a última vez foi nas Eliminatórias para os Estados Unidos 1994.
    • Moisés Caicedo tornou-se hoje o primeiro meio-campista equatoriano a registrar mais de 100 ações com bola em uma partida das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. Os outros jogadores da Tri que atingiram essa marca foram os zagueiros Piero Hincapié (2x), Willian Pacho e Félix Torres.
    • O italiano Carlo Ancelotti fez sua estreia no comando da seleção brasileira, que pela primeira vez desde 1965 apresentou um técnico estrangeiro e pela primeira vez em sua história o fez em uma partida de competições oficiais. Além disso, foi também a estreia no comando de uma seleção nacional que, entre vários, já dirigiu o Juventus e o Real Madrid.

Próximo compromisso – O Brasil volta a entrar em ação pelas Eliminatórias na próxima terça-feira (10), quando mede forças com o Paraguai a partir das 21h45 (horário de Brasília) em Itaquera, São Paulo.

(Com dados da Agência Brasil e Conmebol)

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