Mauro Coelho foi o terceiro presidente da estatal desde 2019
Em breve comunicado, na manhã desta segunda-feira (20), a Petrobras informou o pedido de demissão do seu presidente, José Mauro Coelho, que estava no cargo desde abril. Nos últimos, ele passou a sofrer pressões, tanto do governo quanto da oposição por conta da política de preços da petrolífera, que está ameaçada de uma investigação no Congresso Nacional.
Eis o comunicado:
A Petrobras informa que o senhor José Mauro Coelho pediu demissão do cargo de presidente da empresa na manhã de hoje (20/6). A nomeação de um presidente interino será examinada pelo Conselho de Administração da Petrobras a partir de agora.
Fatos considerados relevantes serão prontamente comunicados ao mercado.
José Mauro Ferreira Coelho foi o terceiro executivo a ocupar o cargo no governo de Jair Bolsonaro (PL). Antes, trabalhou em outros órgãos estatais do setor de energia. Até a nomeação para a Petrobras,era presidente do Conselho de Administração da Pré-Sal Petróleo (PPSA), companhia pública responsável pela gestão dos contratos do pré-sal.
Conselheiros – Na sexta-feira (17), a empresa comunicou o recebimento de novos nomes para seu conselho de administração. Eis a nota:
A Petrobras informa que recebeu, às 20h44min do dia 15.06.2022, indicação de candidatos ao Conselho de Administração (CA) por acionistas minoritários ordinaristas, caso seja adotado o sistema do voto múltiplo, para a eleição ao Conselho de Administração, para a Assembleia Geral Extraordinária a ser convocada pela Companhia, ainda sem data definida.
Os acionistas minoritários indicaram Sr. José João Abdalla Filho e Sr. Marcelo Gasparino da Silva como candidatos ao Conselho de Administração.
A Companhia ressalta que, conforme divulgado em Fato Relevante datado de 09/06/2022, os referidos candidatos também foram indicados pelo acionista controlador, por meio de ofício do Ministério das Minas e Energia. Diante disso, a Companhia solicitou esclarecimentos ao acionista controlador e aos acionistas minoritários a respeito do tema.
A Companhia informa que os acionistas minoritários também formularam pedido de adoção do sistema do voto múltiplo na eleição de conselheiros na Assembleia Geral Extraordinária a ser convocada pela Companhia, sendo certo, contudo, que a sua efetiva adoção dependerá da solicitação de acionistas que detenham, no mínimo, 5% das ações ordinárias da Companhia, o que ainda não ocorreu (conforme artigo 141 da Lei 6.404/76 e artigo 3º da Resolução CVM 70/2022).
Por fim, a Petrobras esclarece que todas as suas Assembleias Gerais estão sujeitas ao prazo mínimo de 30 dias entre a convocação e a realização, em razão de ser emissora de ações que servem de lastro para American Depositary Receipts (ADRs), conforme divulgado no item 12.2 do seu Formulário de Referência.
Fatos julgados relevantes serão oportunamente comunicados ao mercado.
Abaixo, os currículos dos candidatos:
Sr. José João Abdalla Filho é banqueiro, Diretor Presidente e acionista controlador do Banco Clássico S.A. É também Diretor Presidente da Dinâmica Energia S.A., da Jupem S.A. Participações e Empreendimentos, da Navegação Porto Morrinho S.A. (NPM), da Agro Imobiliária Primavera S.A. e da Socal S.A. Mineração e Intercâmbio Comercial e Industrial. É membro titular do Conselho de Administração da Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A. (TAESA) e da Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG), além de membro suplente do Conselho de Administração da Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro (CEG). (currículo conforme Formulário de Referência)
Sr. Marcelo Gasparino da Silva é advogado, Bacharel em Direito pela UFSC, e especialista em administração tributária empresarial pela Escola Superior de Administração e Gerência da Universidade do Estado de Santa Catarina (ESAG). É certificado em fusões e aquisições pela London Businesse School e em CEO para Executivos Seniores pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Adicionalmente, é professor da Fundação Escola de Governo (ENA), ministrando cursos de certificação para administradores de empresas estatais. Possui trajetória profissional em companhias dos setores mineração e siderurgia, óleo & gás, petroquímico, logística, geração, transmissão e distribuição de energia, distribuição de gás natural, transformação do aço, indústria de base, construção civil, coberturas para construção civil inclusive geração foto voltáica, distribuição de veículos, agronegócio e saneamento básico adquiriu competências, capacidades e conhecimentos, skills que permitem contribuir construtivamente nas mais diversas matérias e estratégias que são tratadas nos conselhos que participa, tais como turnaround, estrutura de capital, merger & acquisitions, venda de ativos non core, reestruturação financeira de companhias em crise, incluindo recuperação judicial, sucessão de executivos, questões jurídicas de alta complexidade e a liderança no enfrentamento que crises de impacto global como a COVID-19, dentre outras. É Conselheiro de Administração Certificado pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa ±IBGC em 2011 por exame e por experiência em 2019. Iniciou sua carreira executiva como Diretor Jurídico-Institucional da Celesc (2007-2009); Foi Presidente do Conselho de Administração da Usiminas durante o auge da crise econômica de 2015-16, com ações chegando a valer R$ 0,85, em janeiro de 2016 e superando R$ 4,00, após importante atuação do Conselho, em abril do mesmo ano. Em abril de 2017, assumiu a Presidência do Conselho de Administração da Eternit, que sofreu importante revés em questão jurídica que baniu o uso do amianto no Brasil, o que dragou a companhia para um Processo de Recuperação Judicial a partir do ano 2018. Liderando o Board no complexo momento, atuou para que a Eternit buscasse um novo negócio com energia fotovoltaica, lançando a Eternit Solar e a Tégula Solar em 2019, incluindo no seu portfólio produto com tecnologia e inovação. Foi membro dos conselhos de Administração da Bradespar (2015-16), Battistella (2016-17), Casan (2019), Celesc (2011-14 e 2018-19), Eletrobras (2012-14 e 2016), Eletropaulo (2016-18), Gasmig (2020-21), Kepler Weber (2017-20) Tecnisa (2012-14) e Usiminas (2012-16). Foi membro dos conselhos fiscais da AES Tietê (2013-14), Bradespar (2014-15) e Braskem (2018-19). É membro do Conselho de Administração da Petrobras desde 2021. (currículo conforme Formulário de Referência)
(Com informações da Petrobras)




