Operação é uma espécie de laboratório para o porto maranhense
“A atracação desse navio demonstra a infraestrutura do Itaqui para operar com embarcações como essa e até maiores. Tudo fruto de investimentos que tornam o porto cada vez mais eficiente e atrativo para a exportação de grãos”, afirma o presidente do Porto do Itaqui, Ted Lago.
De acordo com o diretor de Operações da CLI, Marcos Pepe Bertoni, três fatores tornaram possível esse embarque recorde: melhor eficiência operacional, treinamento especializado da equipe e o fato da CLI ser o único terminal ‘bandeira branca’ operante no Itaqui, ou seja, cujo dono não é uma trading ou uma empresa de transporte.
“Destaque no Porto do Itaqui, o Tegram – Terminal de Grãos do Maranhão é um dos maiores terminais de grãos do Brasil e torna-se ponto de embarque de grande parte da soja, farelo de soja e milho produzidos no Maranhão, Piauí, Tocantins e, ainda, no nordeste do Mato Grosso”, explica.
“Assim, os produtores de grãos da Matopiba podem aumentar tanto a área produtora, quanto a produtividade, com o conforto de poder vender seus grãos para tradings a preços bem competitivos”, completa Marcos Pepe.
Na avaliação do gerente de Operações do Consórcio Tegram, Randal Luciano, é uma tendência natural do mercado global operar com veículos maiores em todos os modais, como caminhões e composições ferroviárias, e uma realidade no modal marítimo em diversos tipos de navios, o que permite um volume maior de carga.
“Essa operação com o Kydonia é uma espécie de laboratório para alavancar a nossa produtividade e nos preparar para esta realidade no cenário global, elevando nossa expectativa para a safra de milho deste ano”, diz.
Com o Tegram operando em modo expandido, o que inclui dois berços em atividade simultânea, além do terminal da VLI, a expectativa é fechar 2022 com um volume superior às 13,9 milhões de toneladas de grãos movimentadas no Porto do Itaqui. Só o Tegram prevê bater a marca de 11 milhões de toneladas neste ano.




