Na entrevista concedida aos jornalistas José Trajano, Talita Galli e Juca Kfouri, na TVT, emissora ligada ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o ex-presidente Lula, além de desdenhar do PCdoB, colocou o governador Flávio Dino (PCdoB) na dependência de uma filiação ao PT e ao bom desempenho nas pesquisas para se viabilizar candidato a presidente da República em 2022 com seu apoio. Lula também questionou o projeto do apresentador de TV Luciano Huck, afirmando que ele faz parte de uma projeto da Rede Globo de Televisão e da cervejaria Ambev.
“O Luciano Huck está sendo discutido pelo dono da Ambev ( João Paulo Lemann, homem mais rico do Brasil), que é o novo formador de quadros políticos no país, possivelmente ele queria conquistar pobres e o Nordeste. Mas não tem ninguém. Ainda é cedo para dizer qual o espectro político”, disse o ex-presidente.
Indagado por Juca Kfouri, se apoiaria Flávio Dino, Lula respondeu:
“Por que não? Admito. O PCdoB já me apoiou quatro vezes. A dificuldade que não tenho mais de responder uma pergunta dessas é que se você tiver um jornalista em um jornal que vá assistir ao seu programa, vai dizer: `Lula vai apoiar Flávio Dino`. Eu gosto do Dino, acho ele uma figura competente, um companheiro da maior lealdade comigo em todo o meu processo, tenho por ele um apreço extraordinário. Agora veja, o PT é um partido muito grande comparado ao PCdoB”.
Depois de elogiar Dino, Lula desmereceu o seu partido, ao ser indagado sobre suas chances de disputar a sucessão de Jair Bolsonaro:
“É difícil, e o Flávio Dino sabe disso. Vou dizer para você que é muito difícil imaginar eleger alguém de esquerda sem ser do PT. O PT não é qualquer coisa. Apesar de as pessoas tratarem o PT com certo descaso, vamos pensar. O PT nasceu em 1980, em 1989 fui candidato à presidência contra Ulysses Guimarães, Brizola, Mario Covas, Maluf, Collor, Afif Domingos e o Enéas. E foi eu que fui para o segundo turno. Por que? Por causa do PT. O PT já estava enraizado no Brasil afora. Seja em comunidades, movimentos sindicais, movimento social”.
Segundo Lula, o seu partido tem uma longa história ao contrário de outras legendas de esquerda: “O PT foi o segundo em 1989, o segundo em 1994, o segundo em 1998, primeiro em 2002, primeiro em 2006, primeiro em 2010, primeiro em 2014 e segundo agora em 2018, com Haddad. Você percebe que não estamos falando de uma coisa qualquer. Estamos falando do maior partido de esquerda da América Latina.
(Com informações do PT)




