Estudo desenvolvido pelo professor José Maria Freitas
Pesquisa do professor José Maria Freitas, da Universidade Estadual do Maranhão, orientada pelo professor doutor Lívio Martins Costa Júnior, sobre o uso de cama de frango como adubo orgânico, visando a evitar surtos de moscas e os consequentes prejuízos econômicos e de saúde pública foi uma das vencedoras no VII Prêmio Emanoel Gomes de Moura de Teses e Dissertações da Uema. A pesquisa foi desenvolvida no Mestrado em Defesa Sanitária Animal.
A cama de frango é um subproduto da produção avícola. É uma espécie de “tapete” que forra o chão das granjas. Feito de serragem, palha ou casca de grãos como arroz, ela evita o contato direto das aves com o chão. Com o tempo, acumula fezes, penas, restos da ração não aproveitada pelas aves e outros detritos.
O estudo envolveu uma análise detalhada dos surtos ocorridos e a proposição de diretrizes que disciplinassem as boas práticas de manejo, desde a produção na granja até a aplicação no campo.
“Foi organizada uma série de fiscalizações, reuniões com diversos órgãos afins, para conhecer o problema de perto e chegar a uma solução, já que o Maranhão não tinha uma legislação específica para disciplinar as formas corretas de utilização de cama de frango como adubo, tudo isso nos motivou a iniciar o trabalho, a fim de conhecer todo o problema”, explicou José Maria.
O professor Livio Martins destacou a relevância desse trabalho para a sociedade. “A questão foi levantada no âmbito da Aged, pois ocorre um problema muito sério de moscas quando há erros de adubação com cama de frango, nesse caso específico em bananais. Todo o levantamento foi judicializado, inclusive. E parte da tese foi justamente para dar uma resposta à sociedade, uma normativa discutida amplamente em contribuição da academia do Brasil inteiro”, frisou.
Regulamentação – Essa normativa, elaborada com base na pesquisa de José Maria e em colaboração com outros especialistas, resultou na portaria conjunta Sagrima/Aged Nº 44/2022, que regulamenta o uso de cama de frango como adubo em todo o estado do Maranhão.
José Maria compartilhou a satisfação de ver seu trabalho reconhecido: “Foi uma grande satisfação, pois contribuir com o setor agropecuário, solucionando problemas e sem prejudicar nenhum dos envolvidos da cadeia produtiva, foi um enorme aprendizado que levarei comigo para sempre”.
O resultado do trabalho não poderia ser mais positivo. Após a criação da legislação específica, os surtos de moscas diminuíram significativamente no Maranhão, evidenciando o impacto direto e benéfico da pesquisa para a sociedade.
A pesquisa de José Maria Freitas Segundo é um exemplo claro de como a academia pode e deve responder às demandas da sociedade, promovendo o desenvolvimento sustentável e o bem-estar coletivo.
Prêmio Uema – José Maria ressaltou a importância do prêmio: “Para mim é uma grande honra, pois me formei nessa universidade e carrego isso com muito orgulho e agora ainda mais sendo reconhecido por esta honorável universidade, através desse prêmio. Obrigado Uema!”.
Para o professor Livio Martins, “é um prazer imenso receber o prêmio de melhor dissertação. Isso nos deixa muito felizes”.




