Vantagem em pesquisa nem sempre retrata a realidade
No segundo dia da Convenção Nacional Democrata, em Chicago, Michelle e Barack Obama emitiram alertas cruciais sobre a corrida para a Casa Branca. Eles destacaram a necessidade de uma mobilização intensa para garantir a vitória de Kamala Harris e derrotar Donald Trump nas eleições de novembro.
Michelle Obama fez um apelo vigoroso para que os apoiadores do partido intensificassem seus esforços.
Ela enfatizou na noite de terça-feira (20/8): “Precisamos votar em números que eliminem qualquer dúvida. Precisamos esmagar qualquer tentativa de nos suprimir.”
Michelle também fez duras críticas a Trump, chamando-o de propagador de “mentiras feias, misóginas e racistas” e de atacar sua família.
Em uma observação irônica que provocou uma reação efusiva do público, ela zombou de Trump pelo uso do termo “empregos para negros” durante a campanha eleitoral: “Quem vai dizer a ele que o cargo que ele está buscando pode ser justamente um desses empregos negros?” — uma referência à presidência que seu marido ocupou.
Michelle concluiu seu discurso com uma homenagem emocionante à sua mãe falecida, Marian Robinson, destacando a importância de sua memória.
Ela expressou vulnerabilidade ao admitir: “Eu nem tinha certeza se conseguiria ficar firme o suficiente para ficar diante de vocês esta noite, mas meu coração me compeliu.”
Barack Obama, por sua vez, fez um alerta direto sobre a natureza competitiva da eleição.
“Não se enganem, será uma luta”, afirmou o ex-presidente, sublinhando que a eleição será decidida por Estados-chave e que a disputa continua acirrada, apesar do entusiasmo gerado pela campanha de Kamala.
Ele acrescentou: “Estamos prontos para uma presidente Kamala Harris. E Kamala Harris está pronta para o trabalho.”
O casal Obama destacou que, apesar da leve vantagem de Kamala nas pesquisas nacionais, a eleição será decidida por um número reduzido de Estados decisivos.
Eles reconheceram a crescente ansiedade dentro do partido sobre a competição intensa com Trump, que mantém uma base sólida de apoiadores.
Embora Kamala seja tecnicamente a candidata governista à Presidência, ela descreveu a si mesma e seu companheiro de chapa, o governador de Minnesota, Tim Walz, como “azarões” na disputa.
Algumas pesquisas recentes indicam uma pequena vantagem nas intenções de voto para Kamala em relação a Trump, mas analistas defendem cautela e advertem que a disputa ainda permanece virtualmente empatada, com poucos Estados em disputa que devem decidir o resultado final no colégio eleitoral.
A vice-presidente substituiu no mês passado o presidente Joe Biden, que optou por desistir de concorrer à reeleição nas eleições de novembro.
(Da BBC News)




