Transporte continua sendo o setor que mais impacto no IPCA
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março, em São Luís, registrou elevação de 0,70% com uma desaceleração no aumento de preços em relação ao mês anterior, cujo aumento de preços tinha sido de 0,83%. No caso de São Luís, esse número de março ficou abaixo da média do IPCA do Brasil, 0,93%.
Em todas as 16 regiões de pesquisa pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), março, assim como ocorreu em fevereiro, teve elevação de preços, sendo que as taxas mais elevadas foram observadas em Goiânia (GO) – 1,48%; Brasília (DF) – 1,44%; e na Região Metropolitana de Curitiba (PR) – 1,33%). As menores foram em São Luís (MA) – 0,70%) e na Região Metropolitana de Recife (0,62%).
Mesmo ocorrendo uma alta de preços no mês de março em São Luís, houve novamente queda de preços no grupo alimentação e bebidas, na ordem de -0,28%, após cinco meses consecutivos de alta. O grupo alimentação e bebidas foi o único grupo de despesa do IPCA a ter deflação no mês de março em São Luís.
Dentre os grupos que apresentaram alta, o que mais impactou o IPCA foi, pelo segundo mês consecutivo, transporte (2,31% e 0,42 p.p. de impacto), muito em função do aumento de preço na gasolina (6,32%, sendo que no mês passado a elevação de preços desse subitem tinha sido de 7,3%). A gasolina já acumula, dadas as elevações sucessivas dos cinco últimos meses, uma alta de 24,4%. A alta de preços acumulada do subitem gasolina, para o mesmo período, no Brasil, é de 25,7%.
O segundo grupo de despesa a ter maior influência na subida de preços em São Luís foi habitação, com alta de 1,55%, ocorrendo aceleração no aumento, posto que no mês anterior tinha sido detectada elevação de preços na ordem de 1,09%. Gás de botijão, com aumento de 4,97% foi o subitem de maior impacto.
Além desses subitens citados, mencionam-se como alguns outros influenciadores no
comportamento inflacionário do grupo de despesa analisado, em março, os subitens sabão em pó (2,33%, sendo que no mês passado foi detectado aumento de 2,69%), aluguel residencial (0,45%), telha (2,13%), tinta (2,10%) e madeira e taco (1,86%).
Em relação ao grupo de despesa artigos de residência, com aumento de preços de 0,73%, ocorreu uma desaceleração, posto que desde novembro de 2020 vinha tendo aumentos acima de 1,0%: dezembro/2020 (1,94%), janeiro/2021 (1,25%) e fevereiro/2021 (1,24%).
Os grupos de despesa educação (0,45%), despesas pessoais (0,28%) e saúde
e cuidados pessoais (0,19%) contribuíram com 0,2 p.p. cada um para a
composição final de 0,70% do IPCA. No caso do grupo educação, assim como ocorreu no mês de fevereiro, houve pesquisa de preços no mês de março nas instituições que oferecem cursos regulares e, então, foi observado aumento de preços nos cursos de ensino superior (0,53%), pré-escolar (1,12%) ensino fundamental (0,43%) e ensino médio (0,25%).
No acumulado no primeiro trimestre do ano, os grupos de despesa que têm maiores
altas em relação ao IPCA são: transportes (6,43%), artigos de residência (3,26%)
e educação (3,21%).

