Houve minuto de silêncio durante a sessão plenária desta quarta
Brasil vive o pior momento da pandemia, desde que o primeiro caso de covid-19 em território nacional foi confirmado, há pouco mais de um ano. Na quarta-feira (03), o número de mortes diárias bateu recordes e 1.910 cidadãos perderam suas vidas, somando 259.271 óbitos desde o ano passado.
O recorde anterior era do dia 2 de março, com 1.641 mortes. Os números são do Ministério da Saúde.
O cenário é de pessimismo, já que a tendência de crescimento das infecções e mortes é consistente, os estados anunciam a cada dia mais medidas restritivas para tentar conter a disseminação do vírus, como lockdowns e toques de recolher, e divulgam a inexistência de leitos de UTI e a incapacidade do sistema de saúde para atender a todos os doentes graves. Os senadores manifestaram pesar e preocupação pela situação crítica a qual o país atingiu e fizeram um minuto de silêncio durante a sessão plenária de quarta-feira.
Curados – Apesar do recorde, as informações da página oficial do Ministério da Saúde se focam no total de cidadãos recuperados. No portal da pasta, a manchete ressalta os mais de 9,5 milhões de brasileiros que enfrentaram a doença e sobreviveram ao longo do último ano, número superior à quantidade de casos ativos atualmente, de pessoas que ainda estão em acompanhamento médico e somam 867.769.
“Hoje choramos a morte de 1.910 brasileiros que perderam a vida nas últimas 24 horas. Uma tragédia que poderia ser menor, não fossem o negacionismo e a falta de comando que enfrentamos”, afirmou a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA).
Vacinas – A lentidão no processo de aquisição das vacinas e de imunização da população também foi lembrada. Até agora, pouco mais de 7 milhões de brasileiros foram vacinados, entre integrantes da linha de frente da saúde e grupos prioritários, como idosos acima de 80 anos.
“Hoje o Brasil alcançou um trágico recorde: 1.910 mortes causadas pela covid-19 em 24 horas. Minha solidariedade a todas as famílias que estão enfrentando esse drama. Estamos aprovando leis para facilitar a compra e o registro da vacina e lutando por um auxílio emergencial de R$ 600”, afirmou o senador Weverton (PDT-MA).
(Agência Senado)

