Partido dos Trabalhadores comemora 41 anos em evento virtual
Num evento virtual, transmitido pela internet, nesta quarta-feira (10), o Partido dos Trabalhadores (PT) comemorou seus 41 anos. Na oportunidade, a presidente nacional da legenda, deputada Gleisi Hoffmann (PR), fez um aceno a Guilherme Boulos (PSOL), Flávio Dino (PCdoB) e Ciro Gomes (PDT) para um “projeto de País soberano e justo”.
“Precisamos, com urgência, estabelecer com os demais partidos que compartilham conosco o projeto de País soberano e justo, partidos que foram parceiros em tantas jornadas e nos governos democráticos e populares, e que têm suas lideranças legitimamente escaladas, dizer que queremos renovar o convite para construir o caminho da saída dessa crise para o Brasil”, afirmou Gleisi.
Na sua intervenção, o governador Flávio Dino mencionou a participação do PT no seu governo, onde estaria contribuindo com seu projeto de transformação do estado.
“No governo do Maranhão, tenho o apoio do PT, de importantes quadros desse partido que nos ajudam na tarefa de transformar o nosso estado na direção da democratização do poder, da riqueza e do conhecimento. Quero agradecer ao PT e reconhecer esse imenso papel de sua trajetória de várias décadas. E sobretudo sublinhar que é impossível encontrar um caminho de desenvolvimento nacional-popular, que é impossível constituir uma frente progressista como o Brasil precisa, se não for com a presença do PT”.
Haddad – Gleisi pediu ainda A Fernando Haddad para que percorra o Brasil, como na última campanha presidencial. Segundo Gleisi, “o partido não irá esperar o reconhecimento dos direitos políticos de Lula para colocar o bloco na rua”.
“Fernando Haddad, que é um grande companheiro, tem o passaporte na sociedade e a legitimidade para cumprir esse papel. Tem de percorrer o País, como percorreu em 2018, junto com as lideranças partidárias, e levar o nosso projeto para o debate com a sociedade e com todos os setores progressistas da política brasileira”, afirmou a petista.
Haddad havia assumido que, em conversa com Lula, aceitou ser candidato a presidente da República em 2022. Mas a esquerda ficou dividida. Boulos e Dino cobraram a elaboração de um programa que unifique os setores progressistas, antes que nomes sejam lançados à próxima eleição.
(Com informações da Carta Capital e do PT)

