Jornalista diz que críticas motivaram ataques a ela
A jornalista e advogada Gabriela Prioli, apresentadora da CNN Brasil, e o presidente Jair Bolsonaro trocaram farpas pela redes sociais. Tudo começou quando a revista Veja publicou uma entrevista de Valmir Moratelli sobre o novo programa da CNN, À Prioli, que será ancorado para Gabriela, na qual ela disse que o presidente jamais seria convidado para uma entrevista.
Tem vontade de entrevistar o Bolsonaro em seu programa? Por quê?
- Não. Primeiro porque ele não tem nada a ver com o À Prioli. Não o considero uma pessoa suficientemente interessante para a entrevista. Depois, não acho oportuno abrir espaço para quem ataca abertamente a democracia.
Diante dessa resposta, veja publicou uma chamada no Twitter:
Coluna #VEJAGente | Gabriela Prioli diz por que não quer Bolsonaro em seu programa na CNN https://t.co/1fvXysxtIu
— VEJA (@VEJA) August 31, 2022
Em resposta, o presidente tratou o assunto com humor, dizendo que isto seria o mesmo que o Tabajara Futebol Clube dizer que não queria Neymar no seu time,. A jornalista se sentiu ofendida e diz que a reação do presidente tinha um objetivo: descarga de ódio contra ela.
– Tabajara Futebol Clube diz por que não quer Neymar em seu time. pic.twitter.com/HSdOEdHU7U
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) September 2, 2022
Prioli queixou-se ainda de estar grávida de seis meses e ter de suportar críticas e ameaças de seguidores do presidente. Na sexta-feira (02), ela tuitou uma resposta:
“Ontem, o Presidente da República publicou no seu Instagram uma matéria sobre mim fazendo piada. Sentiu, Bolsonaro? Sabemos o propósito: direcionar a sua militância para um ataque. A convocação atinge, no meu caso, uma mulher grávida de seis meses de uma menina”.
“Recebi centenas de ofensas e ameaças o que, ao contrário de me intimidar, reforçam a minha convicção de que você faz parte da escória da humanidade e deve ser varrido de volta pro lugar de onde nunca deveria ter saído”.
“O ódio de Bolsonaro às mulheres é tão forte que, mesmo precisando conquistar o eleitorado feminino, ele não consegue se controlar. A resposta revela o incômodo. O título da matéria deve ter abalado o ego frágil de quem foi um rejeitado durante a vida toda. A psicanálise explica”.
“Muitos aliados e apoiadores do presidente Bolsonaro repetem por aí que “não existe corrupção no governo”. Será mesmo? Tem como saber disso com certeza com tantas denúncias de aparelhamento dos órgãos de investigação?”
Bolsonaro voltou ao assunto, ainda na sexta:


