Empresas também abusam da ocupação do espaço interno
AQUILES EMIR
Numa cidade em que ninguém respeita a lei de muros e calçadas e cada um faz o que bem entende, quem mais padece é o pedestre, que se vê obrigado a dividir com veículos as pistas de rolamento de ruas e avenidas por onde é obrigado a transitar. Nem mesmo no interior de algumas lojas essa locomoção é facilitada, o que impõe a cadeirantes e outros portadores de deficiência locomotora situação vulnerável.
O tema não é desconhecido das autoridades, tanto que em todas as eleições é debatido exaustivamente e a solução é apresentada como uma das prioridades do novo governo, porém contados os votos, cai no esquecimento e somente os afetados enxergam que algo precisa ser feito para que São Luís venha ser uma cidade mais inclusiva e com mobilidade urbana respeitada.

Na Avenida Edson Brandão, em frente a uma loja dos Supermercados Mateus, no bairro do Anil, dois exemplos da despreocupação das autoridades com o problema.
Numa academia de ginástica, a calçada foi transformada num puxadinho do prédio e o proprietário ainda botou um cercado de metal para dificultar mais ainda a passagem das pessoas.
Poucos metros dali, um prédio onde funciona uma farmácia levou um muro por cima de toda a calçada e no espaço que restou, onde daria para uma passar, foi colocada uma lixeira.
Com a passagem bloqueada, o pedestre tem que ir para a pista de asfalto.

Supermercado – A situação não é diferente no interior da loja do supermercado em frente aos dois casos de ocupação irregular da calçada, que tem como slogan “você no coração da gente”, pois os corredores por onde os clientes deveriam transitar com seus carrinhos ou cestas estão ocupados por mercadorias, forçando as pessoas a fazerem demoradas manobras para transitarem com suas compras.
Até o momento, apesar das queixas, nenhum órgão de defesa do consumidor – Procon, Ministério Público, Defensoria pública, ONGs etc – se preocupou em pedir à empresa que facilite a vida dos clientes.

