Decisão do parlamento deve somente após eleições mjnimunicipais

Os presidentes da Câmara Federal e do Senado receberam, nesta terça-feira (03), uma comitiva de governadores para debaterem, dentre outros temas, as normas para vacinação contra a Covid-19. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), elogiou a atuação dos dois presidentes nas negociações com o governo federal para aquisição de vacinas.

Eduardo Leite teme que, sem um programa nacional para compra de vacinas, poderá haver problemas na distribuição e aumento de custos.

“Se não houver aquisição nacional e os estados tiverem de disputar entre eles a aquisição de vacinas, todos saem perdendo”, alertou, lembrando os problemas ocorridos na compra de respiradores durante a pandemia. “É muito importante que haja coordenação nacional e que todos os estados sejam alcançados pela vacina.”

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também recebeu em sua residência oficial, a comitiva de governadores, que pediu ajuda no diálogo com o governo federal para uma ação nacional coordenada de vacinação contra a covid-19.

A audiência foi solicitada pelo coordenador do Fórum dos Governadores do Brasil, Wellington Dias (que é o governador do Piauí). Também participaram da reunião os governadores Cláudio Castro (Rio de Janeiro), Ronaldo Caiado (Goiás), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Renato Casagrande (Espírito Santo) e Daniela Reinehr (Santa Catarina). A comitiva ainda contou com a presença dos vice-governadores Paco Britto (Distrito Federal) e Rodrigo Garcia (São Paulo).

“Queremos que, imediatamente após a aprovação da primeira dessa variedade de vacinas contra a covid-19, a gente tenha a autorização da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] para que ela seja utilizada, aplicada no Brasil, centralizada no Ministério da Saúde”, explicou o governador do Piauí.

Wellington Dias também ressaltou que já existem regras no Brasil sobre a obrigatoriedade da vacinação.

“Quando alguém vai se matricular numa escola, quando alguém vai viajar e, às vezes, até no emprego há essa exigência, mas sempre com o cuidado para a gente não criar uma regra que depois gere mais problema que solução”, alertou.

O governador agradeceu a boa vontade do presidente do Senado e destacou a importância de um entendimento com o Congresso, mas também lembrou que há projetos de lei em tramitação no Congresso que priorizam a vacinação dos brasileiros quando for aprovada e autorizada a vacina contra a covid-19.

(Das Agências Câmara e Senado)

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