Ex-presidente credita ao senador protestos contra ele em 2014

O ex-presidente José Sarney, que está fora da política há mais de dez anos, deverá ser cabo eleitoral da senadora maranhense Eliziane Gama (PSD) à presidência do Senado, posição que está sendo encarada, não por convicção, mas vingança, já que o principal motivo seria uma mágoa com o senador Davi Alcolumbre (União-AP). Essa dmotivação é especulada por Felipe Pereira, do portal UOL, em reportagem publicada nesta segunda-feira (05).

Sarney encerrou sua carreira pelo Amapá, para onde transferiu seu domicílio eleitoral, em 1990, e atribui ao parlamentar amapaense as movimentações contra ele, o que teria levado a desistir da candidatura ao quarto mandato pelo estado, depois de ser vaiado em uma cerimônia de unidades habitacionais pela ex-presidente Dilma Rousseff, cenas que foram exibidas nacionalmente pelas emissoras de TV.

Foram cinco vaias numa mesma cerimônia: a primeira  ao ser chamado para subir no palco e depois quando teve o nome mencionado pelos oradores.

Alcolumbre, que era o principal pretendente à única vaga de senador naquela eleição seria o autor intelectual das manifestações, pois via na desistência de Sarney a chance de se tornar senador, embora as pesquisas já indicarem que a reeleição de Sarney seria difícil e um desgastes à sua imagem poderia inviabilizar de vez sua permanência na vida pública.

No dia seguinte às vaias, o então senador anunciou que não seria mais candidata e que sua aposentadoria era necessária, porque pretendia ter mais tempo para cuidar da família, em especial da mulher, Marly, bem como pretendia dar mais cuidado à sua saúde pessoal também. A verdade, porém, é que não pretendia sair de cena derrotado, 

Chegando ao Senao, Alcolumbre prosperou e foi presidente da Casa entre 2019 e 2021, e algumas medidas tomadas durante sua gestão causaram mais descontentamentos a Sarney, que viu seus indicados perderem cargos que teria conseguido. O mesmo aconteceu com nomeações feitas por aliados, como o ex-senador Edison Lobão.

Sarney é conterrâneo de Eliziane Gama, que por muitos anos se apresentou como opositora ao sarneísmo no Maranhão, onde começou a carreira como deputada estadual, depois deputada federal e agora senadora. Eles , depois de se aproximarem, já tiraram fotos juntos e dividem espaços em eventos políticos.

A expectativa de Eliziane é que Sarney consiga influenciar os 11 senadores do MDB a votarem nela e tenta ainda fechar o apoio da bancada feminina, que tem 15 integrantes. Ela sonha em ser a primeira mulher a comandar o Senado em duzentos anos.

Apesar das movimentações, Alcolumbre ainda é considerado favorito, por ser o candidato do atual presidente, Rodrigo Pacheco, mas pesa contra o senador amapaense a rejeição que teria na bancada bolsonarista, por atitudes que teve quando se posicionou contra projetos que eram apoiados pelo ex-presidente.

(Com informações do portal UOL)

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