Levantamento foi junto a alunos do nono ano do ensino fundamental
AQUILES EMIR
Pelo menos 16% dos jovens que estão no nono ano de ensino fundamental em São Luís já tiveram experiência com cigarros, 6,8% com drogas ilícitas e 58,7% com bebidas alcoólicas. É o que revela “Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE): indicadores comparáveis dos escolares do 9º ano do ensino fundamental:, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o estudo, no que se refere ao cigarro, os meninos (19%) são mais propensos a fumar do que as meninas (14%). Dos que tiveram experiência com o cigarro, 10% disseram que fumaram pela primeira vez antes dos 13 anos. Dos entrevistados, 3,3% disseram que tinham fumado nos trinta dias antes da entrevista.
O meio para conseguir o cigarro varia. Segundo 26,6%, o produto é comprado no comércio tradicional, 19,3% dão dinheiro para alguém comprar, 21,2% pedem, 15,1% pegam escondido de algum familiar que fuma e 17,7% de outro modo.
Sobre o tipo de experiência com cigarros que não sejam de tabaco, 12,1% disseram que já fumaram narguilé, 17% cigarro eletrônico, 4,8% cigarro de cravos, 7,7% cigarro de palha, 5,7% outros tipo e 66% nenhum tipo.
No que diz respeito às drogas ilícitas, 3,5% disse que a primeira experiência foi aos 13 anos. Segundo 13,8%, alguém do seu grupo de amizade já fez uso de drogas pelo menos uma vez nos trinta dias anteriores à pesquisa e 1,5% fez uso de drogas nesse intervalo. A pesquisa não revela que tipo de droga é mais usada, até para não servir de estímulo.
No quesito bebida alcoólica, 40,5% disseram que tiveram a experiência antes dos 13 anos, 38,3% disseram que já se embriagaram pelo menos uma vez na vida, 15% já tiveram problemas com a família por conta da bebida, 47,7% disseram que já chegaram a consumir quatro ou mais doses de bebida em um dia, 40,7% mais de cinco doses, 67,7% dizem que os pais ou algum familiar bebem com frequência e 39,3 revelaram que adultos já beberam na sua presença.
De acordo com o IBGE, a pesquisa indica que o Brasil houve o seguinte comportamento:
- A proporção de estudantes que consumiram cigarros, ao menos em um ou dois dias, nos 30 dias antes da pesquisa caiu de 16,8% em 2009 para 13,1% em 2019.
- A experimentação de bebida alcóolica cresceu de 52,9% em 2012 para 63,2% em 2019. Esse aumento foi mais intenso entre as meninas, que saíram de 55% em 2012 para 67,4% em 2019. Para os meninos, o indicador foi de 50,4% em 2012 para 58,8% em 2019.
- A experimentação ou exposição ao uso de drogas subiu de 8,2% em 2009 para 12,1% em 2019.




