Em São Luís, houve carreata e concentração na Maria Aragão
Atos a favor e contra o governo foram realizados neste domingo (1°), Dia do Trabalhador, em diversas cidades do Brasil. Em São Paulo (SP), o ex-presidente Lula participou do evento organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), e o presidente Jair Bolsonaro (PL) teve uma participação por vídeo conferência numa concentração na Avenida Paulista.
Em São Luís houve carreta pelas principais avenidas e concentração na Praça Maria Aragão. Um dos coordenadores do ato, o coronel da reserva do Exército José Monteiro, comemorou a adesão popular.
Bolsonaro – Num rápido discurso por vídeo, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que deve “lealdade” aos seus apoiadores, que se concentram, na tarde deste domingo, 1º, na Avenida Paulista. “Uma satisfação muito grande poder cumprimenta-los nessa manifestação pacífica em defesa da constituição, da família e da liberdade. Devo lealdade a todos vocês, temos um governo que acredita em Deus, respeita os seus militares , defende a família e deve lealdade ao seu povo”, disse.
Em um recado aos aliados que estão nas ruas da capital paulista, o chefe do Executivo federal disse que irá “onde vocês estiverem”, acrescentando que seu governo “defende a família”.
Na Paulista, apoiadores exibem cartazes com os dizeres “Impeachment de Alexandre [de Moraes, ministro da Corte] já”, “Fora, Xandão”, em alusão ao nome do magistrado, e “Tribunal Superior Eleitoral é um partido político inimigo do Brasil”.
Em Brasília, Bolsonaro cumprimentou apoiadores que estavam concentrados próximos à Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e voltou ao Palácio do Planalto sem discursar. O youtuber João Salas, um dos organizadores do ato, disse que o mandatário do país não se manifestou em razão das restrições da Lei Eleitoral.
Salas disse que a candidatura do presidente poderia ser impugnada caso ele discursasse. “A gente não pode prejudicar o nosso presidente”, afirmou.
Lula – O ex-presidente Lula, que será o candidato do PT à presidência nas eleições de 2022, participou de ato promovido por centrais sindicais em comemoração ao Dia do Trabalhador em frente à Praça Charles Miller, em São Paulo, neste domingo, 1ª de maio, e fez um discurso de 15 minutos.
O petista já começou a falar pedindo desculpas aos policiais por fala do sábado, 30 de abril, em que disse que o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) gosta apenas de polícia; segundo ele, a intenção era dizer que Bolsonaro gosta apenas de milícia, e os policiais devem ser tratados como trabalhadores que são por seus apoiadores. A fala do sábado foi muito criticada por Bolsonaro e outros políticos ligados a ele. Ao longo do discurso, Lula disse que não poderia fazer afirmações como candidato por causa da lei eleitoral, então poderia apenas citar dados positivos de quando esteve no governo, como o aumento real do salário mínimo, a inflação baixa e a geração de empregos.




